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Oposição acusa governo de matar mais 78 pessoas na Síria

Activistas de oposição disseram que as forças do governo sírio e milícias leais ao presidente Bashar al Assad mataram, Quarta-feira, pelo menos 78 pessoas, inclusive crianças, na província de Hama, no centro do país, no mesmo dia em que 15 países reunidos na vizinha Turquia decidiram ajudar os rebeldes que lutam para derrubar Assad.

Alguns dos mortos na aldeia de Mazraat al Qabeer foram esfaqueados, e pelo menos 12 corpos foram queimados, segundo os ativistas.

Alguns deles disseram à Reuters que entre os mortos há pelo menos 40 mulheres e crianças. A rebelião dos últimos 15 meses contra Assad está cada vez mais violenta, gerando temores de que o país esteja a caminhar para uma guerra civil.

O novo incidente ocorre menos de duas semanas depois de um massacre que deixou 108 mortos, incluindo cerca de 50 crianças, na localidade de Houla, e que também foi atribuído a forças governistas.

As forças governistas vinham bombardeando Mazraat al Qabeer e a vizinha aldeia de Maazarif, que ficam a cerca de 20 quilómetros da cidade de Hama.

“Shabbiha, milícias pró-governo, dirigiram-se para a área depois dos bombardeios e mataram dezenas de cidadãos, entre eles mulheres e crianças”, disse o Observatório Sírio de Direitos Humanos, com sede na Grã-Bretanha, descrevendo uma sequência de eventos semelhante à que foi relatada por sobreviventes do massacre de Houla, a 25 de Maio.

Os incidentes mostram que a trégua implantada na Síria em 12 de Abril com a mediação do enviado internacional Kofi Annan não está a ser respeitada.

Tanto o massacre de Houla quanto o caso da Quarta-feira ocorreram num momento em que a ONU mantêm cerca de 300 observadores desarmados para monitorar a trégua na Síria.

O governo não comentou os relatos, que são difíceis de serem verificados de forma independente, por causa de restrições impostas pelas autoridades ao trabalho da imprensa.

Em reunião na Turquia, os representantes do governo local, dos EUA e de países árabes e europeus decidiram criar um “grupo de coordenação” para ajudar a oposição a Assad, segundo as autoridades turcas.

Eles discutiram “medidas adicionais”, inclusive a coordenação a respeito de “um processo de transição efectivo e credível” que leve a uma “Síria democrática pós-Assad”.

Os 15 países e a União Europeia concordaram em enviar um representante a Istambul nos dias 15 e 16 para participar numa reunião de coordenação com todos os grupos oposicionistas sírios empenhados em derrubar Assad.

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