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Ondas das descargas da HCB poderão afectar distrito de Chinde

Apesar da redução das descargas da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) e a consequente diminuição dos níveis hidrométricos ao longo do vale do rio Zambeze, prevê-se uma subida das águas no distrito de Chinde, na província da Zambézia, pois as ondas causadas pelas descargas continuam a progredir em direcção ao Oceano Índico.

“Neste momento espera-se uma subida dos níveis em Chinde, pois as ondas causadas pelas descargas continuam a progredir” advertiu quarta-feira, em Caia, o Director do Instituto Nacional de Calamidades (INGC), João Ribeiro.

Refira-se que a Presidente do parlamento moçambicano, Verónica Macamo, encontra-se a efectuar uma visita ao centro do país para se inteirar do impacto das cheias na região.

Por exemplo, em Chinde, onde se localiza a foz do rio Zambeze, junto ao Oceano Índico, o INGC estima em 5.610 o número de pessoas em risco, na sequência das cheias.

Naquele local já foram posicionados dois barcos de fibra, 300 litros de gasolina, bem como uma força composta de quatro marinheiros, dez voluntários da Cruz Vermelha. Paralelamente, decorrem outras acções, para apoiar a monitoria da situação em Luabo, Ilha Salia e Matilde.

Enquanto isso, as autoridades administrativas do distrito de Mopeia, também na província da Zambézia, centro de Moçambique, advertem que caso os caudais dos rios Zambeze e Cuacua voltem a subir, haverá necessidade de se retirar mais gente em zonas de risco.

Segundo o administrador local, Simão Manuel, entre as pessoas nas zonas de risco destacam-se mais de dois mil alunos da primeira a sétima classes, de um total de 19 escolas com um efectivo de 45 professores.

Em Mopeia já estão posicionadas duas embarcações de fibra, cerca de 600 litros de gasolina, uma força composta por quatro fuzileiros navais, voluntários da CVM, entre outros apoios.

Das intervenções feitas pela força posicionada em Mopeia destaca-se o apoio a evacuação de 158 pessoas da zona de Cocorico, para o Bairro de reassentamento de 24 de Julho, naquele mesmo distrito.

Para além da Presidente do parlamento moçambicano, Verónica Macamo, trabalham, desde a última terça-feira, nas zonas afectadas pelas inundações no país três diferentes brigadas constituídas por cinco deputados cada uma, com objectivo de avaliar a real situação no terreno.

Para as províncias de da Zambézia e Tete, centro do país, foi destacada uma brigada chefiada pelo deputado Tobias Dai, em Manica e Sofala, também na região centro, uma outra chefiada por Lucas Chomera, e a terceira brigada, em Gaza e Maputo, já no Sul, cujo responsável é Viana Magalhães.

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