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Onda de carros-bombas contra xiitas mata 60 pessoas no Iraque

Carros-bombas explodiram, esta Segunda-feira (29), nas ruas e mercados movimentados do Iraque, matando 60 pessoas em áreas predominantemente xiitas, num dos dias mais violentos desde que insurgentes sunitas passaram intensificar as suas acções, meses atrás.

As 17 explosões, aparentemente coordenadas, foram concentradas nas cidades do sul do Iraque, região majoritariamente xiita, e nas bairros de Bagdad habitados por seguidores dessa seita islâmica. A Al Qaeda e outros grupos militantes sunitas intensificaram nos últimos meses a sua insurgência contra supostas discriminações do governo iraquiano, dominado pela maioria xiita.

A guerra civil na vizinha Síria, também com contornos sectários, contribui para a tensão entre as comunidades iraquianas. No bairro de Sadr City, reduto xiita em Bagdad, uma minivan aproximou-se de um grupo de trabalhadores diaristas que estava numa calçada, e o motorista convidou todos para entrar no veículo, para em seguida detoná-lo, segundo os policiais e testemunhas.

“Alguém me diga por favor por que os trabalhadores pobres são o alvo? Eles só querem levar comida para suas famílias!”, disse o trabalhador Yahya Ali, que estava parado perto da van, mas não se feriu.

Estima-se que quase 4.000 pessoas já tenham morrido por causa da violência sectária no Iraque este ano, sendo mais de 810 só este mês, numa situação que leva muitos a temerem uma guerra civil. Em Kut, cerca de 150 quilómetros a sudeste da capital, dois carros-bombas perto da rodoviária local mataram pelo menos dez pessoas.

Outras quatro pessoas morreram numa explosão em Mahmoudiya, cerca de 30 quilómetros ao sul de Bagdad, e outras duas morreram numa dupla explosão em Samawa, mais ao sul.

Os demais ataques ocorreram em Bagdad, nos bairros de Habibiya, Hurriya, Bayaa, Ur, Shurta, Kadhimiya, Risala, Tobchi e Abu Dsheer.

Semana passada, uma acção da Al Qaeda libertou centenas de militantes presos em duas penitenciárias iraquianas, e alguns especialistas acham que aquela fuga em massa está ligada aos ataques da Segunda-feira.

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