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OMS: no Japão não há risco fora do perímetro de segurança

A Organização Mundial de Saúde afirma que não há risco de radiação excessiva para a população japonesa que vive fora do perímetro de segurança de 30 quilómetros em torno da central nuclear de Fukushima 1. A mesma organização garante que, para já, também não há risco fora do território japonês.

O comunicado da OMS foi desencadeado depois de notícias de que nas Filipinas tinham sido encerradas escolas com base em rumores sobre a propagação da radiação e estava a ser sugerido às pessoas que não andassem à chuva.

A organização afirma que está em contacto permanente com o Governo japonês e com a Agência Internacional de Energia Atómica e pede para que não seja lançado o pânico sem necessidade. Michael O’Leary, representante da OMS na China, também confirmou à Reuters que têm circulado rumores pela Internet e mensagens de telemóvel onde se diz que uma nuvem radioactiva estaria a propagar-se por toda a Ásia.

As reacções surgiram depois de notícias que indicavam que os 50 funcionários da central nuclear de Fukushima 1 tinham sido mandados embora por causa do aumento dos níveis de radiação. Mas tanto o Governo japonês como a Agência Internacional de Energia Atómica garantem que fora do perímetro de segurança de 30 quilómetros em torno da central não há risco para a vida humana.

Nesse raio de 30 quilómetros, a radiação está mais elevada, o que já levou a que o helicóptero do exército japonês, que sobrevoava o reactor 4 da central de Fukushima 1, tenha retirado. Segundo os serviços de meteorologia japoneses, o vento está a empurrar a radiação para o Pacífico e não para Tóquio como se temia, o que lançou ontem o pânico na cidade.

A Reuters conta que muitas pessoas na China optaram por permanecer em casa mais tempo e fazer as refeições no local de emprego, para evitarem exposição ao ar livre. E em sites locais de micro-blogging, como o Weibo, muitos perguntam se devem tomar iodo (procedimento usado para evitar a fixação do iodo radioactivo na tiróide) ou usar máscaras. As farmácias têm recebido pessoas com as mesmas dúvidas.

Uns após os outros, os seis reactores da central Fukushima I, 250 quilómetros a norte de Tóquio, enfrentam uma série de avarias e acidentes desde o sismo e tsunami da passada sexta-feira, dia 11. Dos seis reactores da central, quatro registam problemas graves. Estas explosões fizeram disparar os níveis de radioactividade que – afirmaram ontem as autoridades – “poderão ter impacto na saúde humana” dentro do perímetro definido de 30 quilómetros em torno da central.

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