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Obama reafirma desejo de fechar Guantánamo mas rejeita investigação sobre tortura

Obama

O presidente Barack Obama reafirmou nesta quinta-feira a determinação de fechar Guantánamo e consertar o desastre deixado por George W. Bush, mantendo ao mesmo tempo a possibilidade de deixar na prisão por tempo indeterminado os prisioneiros que seguem em guerra com os Estados Unidos.

Ao mesmo tempo, Obama afirmou que não aceita os pedidos para uma investigação independente dos métodos antiterroristas implementados durante o governo Bush. “O custo de manter (Guantánamo) aberto excede as complicações que envolvem o fechamento”, disse Obama em um discurso, considerado muito importante, sobre a segurança da nação.

Obama defendeu a ideia de transferir alguns detentos de Guantánamo para prisões de segurança máxima nos Estados Unidos, apesar da inquietação provocada por esta perspectiva. “Não vamos soltar ninguém se isto colocar em perigo nossa segurança nacional. Tampouco vamos liberar detentos dentro dos Estados Unidos que coloquem em risco o povo americano”, declarou Obama. “Quando for solicitado pela justiça e pela segurança nacional, buscaremos transferir alguns detentos ao mesmo tipo de instalações nas quais temos todo tipo de criminosos violentos e perigosos em nosso território”.

Ao contrário do que desejavam os grupos de defesa dos direitos civis, o presidente democrata se manifestou contra uma investigação independente sobre os métodos antiterrorismo adotados no governo Bush. “Sou contrário à criação de tal comissão porque acredito que nossas instituições democráticas são suficientemente fortes para assegurar a responsabilidade”. “O Congresso pode investigar violações de nossos valores, e atualmente há investigações em curso no Congresso sobre temas como as técnicas melhoradas de interrogatório”, disse. “O Departamento de Justiça e nossos tribunais podem tratar disso e punir qualquer violação de nossas leis”, completou.

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