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O que escapou a Galileu e Einstein

Galileu certamente diria que sim. Só que, com a introdução por Einstein de um espaço, tempo que este julgava distorcido pela velocidade universal da luz, tornou -se claro que as regras para adicionar movimentos não eram assim tão simples. De facto, diz Feigenbaum, tanto Galileu como Einstein deixaram escapar uma subtileza surpreendente da matemática, que torna supérfluo segundo postulado de Einstein.

Trata – se do seguinte: se o mundo de Frank estiver alinhado com os seus norte e leste e os de Frank apontarem na mesma direcção e se o mundo de Kate estiver correspondentemente alinhado com o de Frank, você poderá pensar que o mundo de Kate está alinhado com o seu. O problema é que, só por si, a lógica matemática não permite essa conclusão. Por estranho que possa parecer, ela permite, efectivamente, a possibilidade distinta de o mundo de Kate poder sofrer uma rotação relativamente ao seu, mesmo que esteja perfeitamente alinhado com o de Frank e o de Frank perfeitamente alinhado como seu. Isto significa que, apesar continuar a ver Kate afastar-se em direcção a nordeste, também poderá vê-la ligeiramente inclinada para a esquerda ou para a direita em relação à direcção do seu próprio movimento. A direcção da rotação e, portanto, o movimento de Kate, tal como é visto por si, dependerá de quais forem os movimentos relativos seus e de Frank e de Frank e Kate. A possibilidade da existência destas rotações tem consequências de longo alcance. Se as ignorarmos, a relatividade de Galileu salta à vista. Se as permitirmos, a álgebra funciona de modo muito diferente: o espaço-tempo distorcido da relatividade de Einstein manifesta-se, completado por uma velocidade máxima definida, mas não especificada, que a soma das velocidades individuais relativas não pode exceder. «Essas rotações são difíceis de compreender, mas são as raízes da física», diz Feigenbaum. A ideia de que a relatividade de Einstein nada tem que ver com a luz revela-se bastante útil. Por um lado, impede um choque terrível se, um dia, alguém vier a provar que os fotões, as partículas de luz, têm massa. Sabemos que a massa dos fotões é muito pequena: menos de 10-49 gramas. Um fotão com massa significaria que o entendimento que temos da electricidade e do magnetismo está errado e que a carga eléctrica pode não ser conservada. Isso já seria um problema grave, mas um fotão.

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