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‘@Verdade Convidada: “O meu estado geral da Nação”, por Egídio Vaz

O meu estado geral da Nação não é bom. Exige coragem para reconhecer que a situação social e política em que o país vive mete medo. E pode minar todo o progresso ou o seu potencial na área económica. Mesmo nesta área económica, ainda existem aspectos críticos que precisam de ser acautelados para que o crescimento económico não se reflicta em apenas algumas mãos.

Politicamente, o país está suspenso e dependente de dois ex-beligerantes. A saída de Afonso Dhlakama para Gorongosa e os seus pronunciamentos põem em causa o significado do Estado da nação. Não pode um cidadão, líder de um movimento político, manipular todo um povo sem que o Estado lhe ponha a mão. Por outro lado, a complacência do Governo e Estado para com estes desmandos provam que vivemos uma paz precária, à mercê dos interesses corruptos tanto do Governo como do líder da Renamo. Não existem democracias paralelas. Ou existem ou não.

Socialmente, verificamos um cada vez maior empobrecimento do povo moçambicano. A promessa dos recursos naturais é simplesmente inalcançável à maioria de muitos. A exploração mineira está a transformar-se numa produtora de refugiados do desenvolvimento.

Aproximadamente quarenta anos depois da independência, fica difícil acreditar que o país ainda enfrenta problemas possíveis de superar, tal como a segurança alimentar e a educação básica.

Nos últimos dias, a corrupção teve a oportunidade de dizer que é ela quem governa as relações sociais em Moçambique ao verificarmos a resistência quase institucional em relação à aplicação efectiva da lei de probidade pública. Quando cidadãos se recusam a acatar as leis, e quando estes cidadãos coincide serem deputados fica-se na dúvida sobre quem de facto é o fiscal. Quando as palavras do guardião da legalidade não passam de palavras e não produzem nenhuma consequência, o desespero de ver o país finalmente engajado no combate à pobreza aumenta.

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