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O Japão foi a segunda economia mundial em 2009 com a China nos calcanhares

O Japão manteve-se como a segunda economia mundial em 2009 por pequena margem, com um Produto Interno Bruto (PIB) nominal de 5,075 trilhões de dólares, contra 4,9 trilhões de dólares da China, segundo estatísticas publicadas esta segunda-feira pelo governo nipônico.

O Produto Interno Bruto (PIB) de um país representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos, durante um período determinado. O PIB nominal diz respeito ao valor do PIB calculado a preços correntes, ou seja, no ano em que o produto foi produzido e comercializado.

A economia japonesa sofreu uma contração muito forte em 2009: seu PIB real caiu 5% – calculado a preços constantes, com a eliminação do efeito da inflação. Em troca, a taxa de crescimento real da China alcançou 8,7% no ano passado. A maioria dos economistas prevê que o tamanho da economia chinesa superará o da japonesa em 2010 ou 2011.

O Japão havia alcançado o título de segunda economia mundial, atrás dos Estados Unidos, em 1968. “De uma forma geral, nos alegramos com o crescimento da China e da Ásia”, afirmou o ministro japonês das Finanças, Naoto Kan. Mas, apesar desta declaração de cortesia, Kan, de 63 anos, não ocultou o sentimento de sua geração ante o iminente salto da China à classificação de segunda economia mundial. “Durante muito tempo, o Japão era considerado a segunda economia do mundo. Para ser honesto, para minha geração – aquela que cresceu no Japão nessa época, é triste ceder o título à China”, comentou depois.

Para Takashi Okamura, presidente da Câmara de Comércio do Japão e ex-dirigente do conglomerado Toshiba, o Japão cometeria um erro, caso continuasse a viver no passado. O crescimento da China é inexorável e o Japão “deve parar de se identificar imediatamente como a segunda economia mundial”, afirmou. Segundo pesquisa publicada em novembro pelo jornal Yomiuri Shimbun, 29% dos japoneses acham que seu país vai tirar proveitos do crescimento da China contra 31% que pensam que esta situação prejudicará o arquipélago.

Causa ainda mais impacto o fato de que 69% das pessoas consultadas afirmarem que “não se pode confiar na China, o antigo inimigo da segunda guerra mundial, ainda um adversário em matéria de geopolítica e na corrida pelo controle de recursos energéticos e matérias-primas. Em recente editorial, o grande diário econômico japonês Nikkei instou a China a ocupar seu futuro papel de primeira economia asiática respeitando os direitos humanos, a propriedade intelectual, a segurança do consumidor e o meio ambiente.

“O vigoroso desenvolvimento da China cria oportunidades para o Japão e o restante da Ásia. Mas não devemos fechar os olhos se Pequim ignora suas responsabilidades” de líder da região, advertiu. Em muitos aspectos, a situação atual da China recorda a do Japão, quando em 1968 deslocou a, então, Alemanha Ocidental do ranking de segunda economia mundial.

A conquista do Japão, graças à dinâmica de seu setor exportador, havia angariado o respeito do mundo inteiro, mas, também, engendrado grandes tensões comerciais, alimentadas por acusações de desvalorização do iene e de problemas de contaminação.

Depois, a explosão no final dos anos 80 de uma gigantesca bolha especulativa imobiliária e na Bolsa havia precipitado o Japão num estancamento do qual ainda não se recuperou verdadeiramente.

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