Para continuarmos  a fazer jornalismo independente dos políticos e da vontade dos anunciantes o @Verdade passou a ter um preço.

O Distributor Mulungo

O Distributor Mulungo

George Weiner

Chamo-me George e viajei 31 horas, percorrendo 13.209 quilómetros desde Nova Iorque até Maputo, para entregar @ VERDADE. Na passada sexta-feira tive a minha primeira experiência como distribuidor d’ @ VERDADE. Cheguei atrasado porque tive um problema com o despertador. Quando acordei dirigime apressadamente aos escritórios d’ @ VERDADE onde recebi, das mãos do superdistribuidor Paulino, um boné e uma camisete vermelha com os símbolos do jornal. Agora já podia iniciar a distribuição da 23ª edição d’@ VERDADE.

O sistema de distribuição está muito bem organizado. O txopela desliza rapidamente através do tráfico intenso, ultrapassando todos os obstáculos. Tive oportunidade de observar maravilhosas vistas de Maputo enquanto entregávamos @ VERDADE nas escolas, nas estações de televisão, nos restaurantes, nos bares, nas embaixadas, nas farmácias, nos bancos e em muitos outros escritórios.

Em Moçambique, @ VERDADE é o primeiro e o único jornal gratuito que existe. É também o primeiro com uma tiragem de 50 mil exemplares! É ainda o primeiro a ter, entre os seus distribuidores, um esbaforido branco novaiorquino. Sei que nesse dia o director, Erik Charas, recebeu vários telefonemas perguntando-lhe quem era aquele distribuidor branco. Esta é a minha primeira viagem a África, o continente onde nasceu o pai do meu presidente. Confesso que não sabia o que o destino me ia reservar. Do guia de viagens ‘Lonely Planet’ decorei três coisas:

  1. Os moçambicanos são excelentes dançarinos.
  2. Os camarões são excelentes.
  3. Cuidado com os polícias que tentam extorquir dinheiro aos turistas.

Até agora não tive quaisquer problemas. O povo moçambicano tem sido muito acolhedor ensinando- me português e convidando- me para as suas casas, dando-me a conhecer a sua cultura. Quando a família, a namorada e os amigos me perguntaram: Porque vais para Moçambique? Respondilhes que decidi vir inspirado num ideal: as pessoas não podem ser forçadas a escolher entre comprar pão ou notícias.

Estou muito grato por esta oportunidade que só foi possível devido ao apoio da minha família, dos amigos e da DoSomething, uma ONG sem fins lucrativos. Porque eu acredito que os jovens são os líderes, não do amanhã, mas sim já do presente. Obrigado.

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