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Novo governo de unidade de Israel deve dar suporte aos mercados

A estabilidade política e a diminuição das preocupações com um ataque ao Irão devem dar suporte aos mercados de Israel depois de o país ter formado um novo governo de unidade, esta Terça-feira, mas as reformas orçamental e regulatória podem ser uma preocupação.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu formou um amplo governo de coligação, numa surpresa política que evitou umas eleições antecipadas.

Ao trazer o partido centrista Kadima, liderado pelo ex-ministro da Defesa Shaul Mofaz, Netanyahu, que lidera o partido de direita Likud, terá um governo que controla 94 das 120 cadeiras do Parlamento.

“Há um leve sentimento positivo”, disse Zach Herzog, director de vendas internacionais da correctora Psagot, em Tel Aviv, observando, no entanto, que pode haver alguns gastos extras à frente.

“Em geral, nós estamos a obter estabilidade política adicional, mas talvez ela virá ao custo de algumas forças anti-mercado”, acrescentou Herzog.

Em resposta a um clamor público sobre o custo de vida elevado e uma economia dominada por apenas alguns grandes grupos, o governo planeou reformas sobre a concorrência que obrigariam conglomerados a alienar alguns dos seus activos, além de significativas mudanças do sector de telecomunicações que criariam um mercado de atacados.

O novo acordo político, que manteve as próximas eleições apenas para Outubro de 2013, também deixou os investidores preocupados sobre a política fiscal.

A receita tributária menor devido à desaceleração do crescimento económico e os gastos sociais maiores já vão empurrar o deficit orçamentário de 2012 para pelo menos 3,4 do Produto Interno Bruto, bem acima da meta de 2 por cento.

“Eu não vejo Netanyahu a dizer que este é o momento de apertar o cinto”, disse Herzog. Mas alguns analistas estavam mais optimistas.

“Nós achamos que o governo, com a ajuda do Kadima, vai votar para reduzir o deficit orçamentário”, afirmou Luis Costa, estrategista de mercados emergentes no Citi, em nota aos clientes.

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