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Novo equipamento para estações sismográficas

As estações sismográficas de Massingir, em Gaza, Mocuba, na Zambézia, e Moeda em Cabo Delgado, localizadas nas regiões sul, centro e norte de Moçambique, respectivamente, serão apetrechadas a longo do presente ano, revelou à AIM, o director nacional -adjunto de Geologia, Adriano Sênvano.

As três estações foram instaladas no ano passado, estimando-se que o seu apetrechamento venha a custar 1.430.000 meticais (cerca de 54.000 dólares), segundo as previsões do Governo. Actualmente, existem cinco estações sismográficas em funcionamento em Moçambique, equipadas com aparelhos modernos.

As referidas estações estão localizadas nos postos administrativos de Changalane, no distrito de Namaacha, província de Maputo, no sul do país, distrito de Manica, cidade de Tete, na zona centro, e nas províncias de Nampula e Niassa, ambas na região norte de Moçambique. “Nós temos a funcionar em Moçambique as estações sismográficas de Changalane, Manica, Tete, Nampula e Niassa apetrechadas com equipamento moderno.

No ano passado construímos a estação de Gaza, no distrito de Massingir, mas que ainda não esta apetrechada algo que esperamos fazer ao longo deste ano. Temos também a estação da Zambézia instalada no distrito de Mocuba e uma outra na província do Niassa, ainda por apetrechar. Portanto, este ano vamos colocar equipamento moderno nessas estações para que possam começar a funcionar” referiu.

Segundo Sênfano, que falava a AIM, na última quinta-feira, em Maputo, já está em curso a construção da estação sismográfica de Inhambane, no posto administrativo de Mapinhane, distrito de Vilankulos. Por outro lado, está prevista a construção da estação sismográfica de Sofala, que deverá estar localizada no distrito de Caia.

A perspectiva da direcção Nacional de Geologia é de iniciar as obras no próximo ano. “O que se pretende é ter dados fidedignos, fiáveis e reais, mas para tal deve haver um adensamento das estações sismográficas. A nossa meta é ter uma estação sismográfica em cada província do país”, explicou. “Estes sistemas que temos, permitem-nos identificar um sismo no momento em que está a ocorrer, não só em Moçambique, como também noutros países da região” acrescentou.

Moçambique, para além de estar em condições de identificar o sismo em tempo real, ou seja, no momento em que ocorre, já está suficientemente equipado para fazer o processamento dos dados sísmicos. No edifício da Direcção Nacional de Geologia funciona um centro de processamento e análise de dados sísmicos. O mesmo possui equipamento que permite a transmissão de dados através do sistema GPRS, via telefone móvel.

“Com estes sistemas que estamos a usar, em menos de uma hora temos todos os dados do sismo que poderá eventualmente ocorrer, incluindo a sua magnitude e localização. Até num passado recente, nós usávamos um sistema antiquado cujo equipamento era retirado semanalmente, e enviado a Maputo para o processamento da informação.

Nessa altura, também não tínhamos capacidade e razão pela qual os dados eram posteriormente enviados ao estrangeiro” explicou.

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