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Novas restrições de água nos municípios de Maputo e Matola, devido a falta de energia no Umbelúzi

Novas restrições de água nos municípios de Maputo e Matola

Foto de ArquivoOs munícipes de Maputo e Matola, que são clientes da empresa Águas da Região de Maputo, estão a sofrer restrições no fornecimento de água potável devido a mais um corte de energia eléctrica, ao que tudo indica sem nenhum aviso prévio da Electricidade de Moçambique(EDM), à estação de tratamento do Umbelúzi. Desde o dia 1 de Novembro que o preço da energia aumentou em Moçambique, também sem nenhum aviso da empresa estatal aos seus clientes nem do Governo de Filipe Nyusi ao povo moçambicano.

Desde as 4h30 deste sábado que a estação de tratamento de água do Umbelúzi está a enfrentar cortes no fornecimento de energia eléctrica, sem nenhum aviso prévio da Electricidade de Moçambique, o que originou a paragem de produção do precioso líquido e a suspensão da sua distribuição aos clientes da empresa Águas da Região de Maputo.

Segundo José Ferrete, porta-voz da empresa Águas da Região de Maputo em declarações à Rádio Moçambique, não foi possível atingir o nível de reserva de água considerado normal, cerca de 50 mil metros cúbicos. “Não conseguimos atingir nem metade dessa reserva, nós temos reservas de segurança, os chamados pontos críticos. Quando começamos a distribuir e atingimos esses pontos críticos somos obrigados a parar porque senão podemos afectar outras necessidades como é o caso dos hospitais. Já se atingiu a reserva crítica, neste momento o centro de distribuição do Chamanculo, o principal na distribuição de água, está parado.

De acordo com a fonte para voltar a efectuar a distribuição normal a estação do Umbéluzi precisa de um dia de trabalho, com energia eléctrica.

Há indicação que o fornecimento de electricidade foi restabelecido mas tem sofrido cortes o que impossibilita o reinício da produção de água potável para a capital moçambicana, e arredores.

Recorde-se que desde o passado dia 1 de Novembro o preço da energia aumentou em Moçambique, sem nenhum aviso público. O povo está a pagar mais 15% pela energia de má qualidade distribuída pela EDM enquanto os grandes consumidores sofreram um aumento de mais de 20%, ainda assim pagando menos por quilowatt/hora(kWh) do que os clientes domésticos.

Dos mais de 2,3 milhões de munícipes existentes em Maputo e na Matola somente cerca de 200 mil é que são clientes da da empresa Águas da Região de Maputo.

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