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Novas notas circulam a partir deste ano

Novas notas de 20, 50 e 100 meticais entrarão em circulação no mercado nacional a partir deste ano, revelou, quinta-feira, em Maputo, o Governador do Banco de Moçambique, Ernesto Gove.

Trata-se de notas produzidas pelo polímero, um material sintético de maior durabilidade, ajustado a climas húmidos. De acordo com Ernesto Gove, a introdução de moedas produzidas com este novo material vai permitir reduzir significativamente os custos de reposição das notas degradadas.

As notas de 20, 50 e 100 meticais têm maior rotação e estão mais expostas, por essa razão são as que mais rapidamente se degradam. “Com a adopção deste tipo de substrato, esperamos reduzir significativamente os custos em que incorremos com a reposição das notas degradadas, prolongando a longevidade das notas e também cumprir com o nosso dever legal de fornecer ao público, nas melhores condições de segurança e comodidade, notas de boa qualidade e imitáveis”, explicou.

Gove, que falava por ocasião das comemorações do 31/º aniversario do metical, moeda nacional, acrescentou que “a rotação media das notas é de três anos e com estas notas podemos pelo menos resistir por cinco anos ou até mesmo duplicar o tempo de vida das notas em circulação”.

Ainda quinta-feira, o Governador do Banco de Moçambique lançou notas de 200, 500 e 1.000 meticais produzidas na base de papel, mas com melhoramento dos elementos de qualidade.

Tais elementos são marca-de-água constituída pela imagem do primeiro presidente de Moçambique, Samora Machel, visível quando observado contra luz, fio de segurança incorporado verticalmente e visível na frente da nota com os dizeres “BM e valor da denominação em positivo e negativo”, sinais para deficientes visuais impressos em talhe doce e detectáveis pelo tacto e impressão em talhe doce.

Por outro lado, apresentam elementos de tintas variáveis, elementos de tintas variáveis com efeito dinâmico aparecendo os dizeres BM e MIL, elemento de tintas variáveis com efeito dinâmico aparecendo os dizeres BM e 1000, banda iridescente constituída pelo logo do Banco de Moçambique, bem como o verniz em que no fundo aparecem os dizeres BM, MIL e losângulos nas bordas das notas.

Gove explicou que a entrada em circulação das notas melhoradas não significa a introdução de uma nova família, nem implicará a retirada das notas actualmente em circulação.

“Haverá circulação simultânea, período durante o qual teremos um processo gradual de introdução das notas melhoradas, que o público obterá normalmente nas transacções comerciais e bancárias, não havendo, por isso, lugar a postos de troca”, clarificou.

“Pensamos que a sociedade precisa de ter notas cómodas e mais seguras. Iniciamos hoje o processo de divulgação das novas notas e estamos convictos de que o sucesso deste trabalho dependerá de uma campanha de divulgação ampla e participativa, que alcance todo o nosso país e as comunidades moçambicanas no exterior”, disse. De referir que estes elementos de qualidade são introduzidos cinco anos depois da introdução da terceira família do Metical.

Para Gove, “mostra-se necessário assegurar protecção mais eficaz das notas do metical, ajustando os seus elementos de segurança e o respectivo material de produção face à expansão em curso do sector financeiro pelo território nacional, bem assim ao incremento do número de transacções monetárias, do volume de circulação monetária e dos agentes económicos envolvidos nessa transacção”.

A celebração dos 31 anos da criação do Metical foi marcada pelo lançamento da primeira pedra para a construção no novo edifício do Banco de Moçambique.

Trata-se de um complexo composto por dois edifícios, nomeadamente de 30 e 19 mericais. O mesmo será erguido num espaço entre as avenidas Samora Machel e 25 de Setembro, na baixa da cidade.

De acordo com o responsável do projecto, Valdemar Monteiro, o edifício de 30 andares será destinado para escritórios, enquanto que o de 19 será polivalente que agregará um parque de estacionamento, restaurantes e outros escritórios.

O custo da obra não foi revelado, alegadamente porque está em curso o processo de submissão de propostas, cujo encerramento esta previsto para final deste mês.

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