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Norte-americanos vão às urnas e os republicanos tentam controlar o Senado

Os norte-americanos foram às urnas, esta terça-feira (4), em eleições de meio do mandato presidencial nas quais os republicanos poderão voltar a controlar o Senado, o que complicaria os dois últimos anos do governo do presidente Barack Obama.

O baixo nível de aprovação de Obama, o impasse partidário em Washington e uma economia que não cresce de forma suficientemente ampla para ajudar a classe média são as principais questões a serem consideradas pelos eleitores, que escolherão 36 senadores, 36 governadores e todos os 435 membros da Câmara dos Deputados.

Os republicanos devem conquistar espaço no Senado, mas as pesquisas mostram que de oito a 10 disputas ainda estão incertas e não está claro se eles poderão conquistar os seis lugares que precisam para controlar a Casa de 100 membros pela primeira vez desde a eleição de 2006.

A batalha pelo controle do Senado também pode estender-se para além desta terça-feira. A corrida com vários candidatos em Louisiana e Geórgia, onde o vencedor precisa de obter mais de 50 por cento dos votos, poderá ir à segunda volta em Dezembro e em Janeiro, respectivamente.

Em Raleigh, na Carolina do Norte, Edward Sanders, de 59 anos, disse que a economia era o seu principal tema. Depois de votar na democrata Kay Hagan para o Senado em 2008, Sanders disse que decidiu escolher desta vez o rival dela, o republicano Thom Tillis.

“Eu particularmente não gosto de Tillis, mas ele parece alguém que provavelmente agitará as coisas em Washington”, disse Sanders, um engenheiro mecânico. Kyle Stephenson, de 26 anos, um contador, afirmou que recentemente trocou de partido, optando agora pelos democratas. Ele citou o aumento da desigualdade económica como a questão-chave.

“Parece que o fosso entre os muito ricos e o resto de nós está apenas a ficar maior e maior”, disse ele. “Está a ficar cada vez mais difícil para os norte-americanos comuns ganharem a vida.”

Desafio para Obama

Conquistar o Senado daria aos republicanos, que devem obter a maioria na Câmara, o controle de ambas as casas do Congresso. Isso constituiria a mais dramática mudança política desde que Obama chegou à Casa Branca no início de 2009 e pode forçar o presidente a fazer mais concessões para os seus adversários republicanos do que gostaria.

A Casa Branca tentou minimizar a perspectiva de mudanças bruscas de estratégia depois das eleições, dizendo que Obama irá buscar um terreno comum com o Congresso em áreas como comércio e infraestrutura. Noutras questões, como mudança climática e reforma da imigração, é provável que Obama continue a tomar medidas por conta própria.

Até o fim do ano, ele deve anunciar uma acção executiva para adiar as deportações de alguns imigrantes ilegais. Os senadores democratas estão a lutar para se reeleger em disputas difíceis no Alasca, Arkansas, Louisiana e Carolina do Norte, todos Estados vencidos pelo republicano Mitt Romney na eleição presidencial de 2012.

O senador democrata Mark Udall também está numa corrida apertada no Colorado, e a disputa em Iowa para substituir o senador democrata Tom Harkin, que está a aposentar, é uma incerteza.

Os republicanos também enfrentam uma dura disputa para manter os seus assentos na Geórgia, onde o senador Saxby Chambliss está a aposentar-se, e em Kansas, onde o candidato independente Greg Orman desafia o senador republicano Pat Roberts.

Várias disputas de governadores também estavam apertadas, incluindo a corrida na Flórida entre o governador republicano Rick Scott e o democrata Charlie Crist. A taxa de aprovação pública de Obama em torno de 40 por cento aumentou a sua responsabilidade política em alguns Estados na campanha eleitoral em que a sua última aparição foi no domingo, na Filadélfia.

Obama permaneceu em Washington na segunda-feira e não está a fazer campanha nesta terça-feira, mas apenas a realizar reuniões privadas para tratar de economia internacional e combate ao Ébola.

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