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Ngalanga e Timbila na campanha de Guebuza em Inhambane

O candidato da Frelimo a presidência moçambicana, Armando Guebuza, iniciou na manhã de segunda-feira a sua campanha eleitoral na província de Inhambane, Sul do país, entrando pela localidade de Chitondo, sul do distrito de Zavala, onde um dos atractivos foi a Timbila e Ngalanga, típicos da cultura e música chope. Logo depois de Chitondo, Guebuza continuou a sua agenda eleitoralista ‘apertada’, orientando ainda no mesmo dia mais dois comícios, em Mocumbi, no distrito de Inharrime, e na cidade de Inhambane, a capital da província que ostenta o mesmo nome.

Se não fosse a escassez do tempo, os agrupamentos da musica e cultura chope, incluindo o da “Timbila Ta Venâncio”, eram aguardados para mais a avaliar pelos aplausos e ‘agitação’ que se criou quando foram chamados a actuar. A Timbila já foi considerada património mundial da humanidade pela UNESCO. Chitondo, que dista uns 40 quilómetros a sul da vila sede do distrito de Zavala, Quissico, não só exibiu a sua cultura, mas também produtos alimentares produzidos e processados localmente graças, segundo fontes locais, a iniciativas do Governo de Guebuza.

Na exposição podia se ver biscoitos de mandioca, cebola seca, conservas de tomate, diversos sumos fermentados, azeite de mafura, diversos licores, entre outros produzidos pela Agro-Chitondo, em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Por ter sido recebido de forma calorosa, exibindo-se o potencial desta província e através de cerimónias tradicional e religiosa, Guebuza disse que isto tudo só vem dar mais forca e sorte que ele e a Frelimo precisam para vencer as eleições e continuar a liderar a luta contra a pobreza. Ademais, de acordo com Guebuza, estes são sinais de orgulho que o povo moçambicano tem para com o seu passado.

“É importante lembrarmos o passado para nos projectarmos no presente e no futuro”, disse Guebuza, que “caça” votos para conseguir o seu segundo mandato. Quanto ao testemunho que foi feito por três cidadãos locais, destacando as realizações do Governo no quinquénio prestes a terminar, Guebuza disse que “muito obrigado pelas palavras de apreço por reflectirem confiança de que os desafios serão ultrapassados”. “Os testemunhos só nos garantem que o que fizemos nos últimos cerca de cinco anos pode ser muito mais melhorado se formos escolhidos, com a vantagem de que temos experiência”, indicou Guebuza. Ele prometeu que se ele e o partido Frelimo continuarem no poder reforçarão a unidade nacional, apesar de ainda ser forte. “Sem unidade não podemos fazer nada”, vincou o candidato da Frelimo.

Para Guebuza, votar nele e na Frelimo significa continuar a lutar contra a pobreza, um longo caminho ainda por percorrer, sabido que muitos moçambicanos ainda são carentes. Continuar com a “Presidência Aberta e Inclusiva”, para se compartilhar com o povo os desafios da governação, foi também destacado por Guebuza como sendo um dos aspectos a serem continuados caso ele e a Frelimo saíam vitoriosos. Como tem sido habitual nos seus encontros de campanha eleitoral, Guebuza reservou parte deste seu contacto com as bases eleitoralistas para educar civicamente os que tem idade para votar. “Votar é como comer.

A diferença é que votar é de cinco em cinco anos e comer é quase que sempre. Não se pode dizer uma outra pessoa para votar, assim como para comer no lugar do outro”, explicou Guebuza, deixando claro que o voto é para ser exercido por todos os moçambicanos. “Daqui a poucos dias vamos votar para as legislativas, presidências e, pela primeira vez, para as assembleias provinciais”, disse Guebuza, para depois demonstrar como se vota e a quem votar “bem”.

No lugar onde se vê o “batuque” e a “maçaroca”, símbolos da Frelimo, e no local onde aparece a imagem do próprio Guebuza, é só fazer “tcham-tcham” com a caneta, ou marcar com o dedo molhado de tinta para os que não conseguem escrever, detalhou o candidato. Inhambane é a antepenúltima província a ser escalada por Guebuza, desde que iniciou a campanha eleitoral rumo ao pleito de 28 de Outubro corrente, a 13 de Setembro passado.

Neste dia, Guebuza lançou a sua campanha em Quelimane, capital da província central da Zambézia, acto precedido de uma cerimónia tradicional, tal como vem acontecendo sempre que ele inicia a sua campanha a nível das províncias. Depois de Inhambane, Guebuza “ataca” o eleitorado da província de Sofala, considerado o “berço” da oposição, para depois trabalhar na província de Manica, todas na região Centro do país.

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