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Nem a equipa do Papa pára o Real Madrid, campeão mundial pela 1ª vez

Nem mesmo a proteção do Papa Francisco foi o suficiente para frear o Real Madrid, o mais novo campeão mundial ao vencer neste sábado o San Lorenzo, por 2 a 0, com golos do “abençoado” Sergio Ramos e de Gareth Bale, no Grande State de Marrakech, no Marrocos. Foi o primeiro título da equipe espanhola no actual formato do torneio, adotado pela Fifa em 2000, quando os merengues só ficaram na quarta colocação. Em duelos com representantes da Conmebol, na chamada Copa Intercontinental, são três os trófeus, conquistados em 1960, 1998 e 2002.

A bênção papal, acompanhada de um ferrenho sistema defensivo montado pelo técnico Edgardo Bauza, só protegeram o San Lorenzo do poderio galático até os 36 minutos do primeiro tempo, quando Sergio Ramos, sempre decisivo, marcou de cabeça.

Depois, no início do segundo tempo, Gareth Bale fechou o placar após uma falha do guarda-redes Sebastián Torrico, acabando com a esperança até mesmo dos mais católicos adeptos argentinos.

Com o resultado, o Real Madrid ampliou para 22 a sequência de vitórias consecutivas e aproxima-se cada vez mais do recorde estabelecido em 2011 pelo Coritiba, de 24 triunfos seguidos.

Os dois técnicos tinham dúvidas de ordem médica para escalar as equipes. Mas ninguém quer ficar de fora de uma decisão, especialmente de um Mundial. No Real, James Rodríguez voltou a figurar entre os titulares depois de se recuperar de um problema na panturrilha direita. Sergio Ramos, mesmo com dores na coxa esquerda, foi confirmado na equipe. Pelo lado argentino, Ortigoza também foi mantido no time principal, mesmo sem estar na melhor forma física.

A esperada superioridade galática, ainda mais depois do pífio desempenho dos argentinos nas semifinais contra o Auckland City, não se confirmou em campo, pelo menos em boa parte da etapa inicial.

O San Lorenzo fechou-se na defesa, colocando todos os jogadores atrás da linha da bola e esperando acertar um único contra-ataque. A postura recuada do rival atrapalhou a equipe espanhola que, apesar de pressionar e chegar a ter 70% da posse de bola, tinha dificuldades para criar jogadas ofensivas.

Uma equipe repleta de craques, contudo, consegue criar alternativas e furar até mesmo defesas protegidas pela bênção divina, concedida pelo ilustre torcedor papa Francisco. E foi com um jogador que se diz abençoado, principalmente em momentos decisivos, que os madrilenhos abriram o placar.

Na prévia do duelo, Sergio Ramos disse que não temia o protegido San Lorenzo porque o Real Madrid era “o time de Deus”. Aos 36 minutos, o defesa estava no local e no momento certos. Apareceu livre para completar de cabeça cobrança de escanteio perfeita de Toni Kroos.

Ancelotti foi obrigado a mexer no equipa antes mesmo do intervalo. Marcelo sofreu lesão aos 42, sendo substituído pelo português Fabio Coentrão. Fora a alteração forçada, ambas as equipes voltaram para o segundo tempo sem outras mudanças.

Mesmo a perder, o San Lorenzo começou o segundo tempo tentando repetir a estratégia defensiva da etapa inicial. Mas acabou sendo penalizado com um erro que nem mesmo um milagre papal poderia impedir. Aos 5 minutos, Gareth Bale recebeu livre dentro da área, em um dos poucos momentos em que a defesa da equipe argentina cochilou. O atacante galês chutou rasteiro, sem muita força, mas Sebastián Torrico levou um frangasso, deixando a bola passar por baixo de seu braço direito.

O Real continuou a pressionar mesmo com a vantagem no placar. O San Lorenzo até tentava sair para o jogo, mas tinha dificuldades em criar chances e assustar o guarda-redes Iker Casillas, que completava a sua 700ª partida com a camisa do clube espanhol. A equipe argentina só acertou na baliza madrilena aos 21 minutos. Más passou com facilidade por Carvajal e chutou com força, obrigando Casillas a fazer boa defesa.

Com o avanço do cronómetro, o Real foi relaxando no jogo e dando espaços para o San Lorenzo, que começou a ameaçar de longa distância. Casillas evitou o golo da equipe argentina em pelo menos duas oportunidades, criadas por Kainski e Mercier.

Mas foi Cristiano Ronaldo, em branco no Mundial, que quase ampliou. Aos 44 minutos, Coentrão foi à linha de fundo e cruzou para o craque português, que subiu mais alto que a defesa, mas cabeceou nas mãos de Torrico.

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