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Negociações de paz no Sudão suspensas “sine die”

As negociações de paz entre o Governo sudanês e o Movimento Popular de Libertação do Sudão-Norte (SPLM-N), ativo em Kordofan-Sul e no Nilo Azul, foram suspensas sine die, segunda-feira, sem um acordo sobre a cessação das hotilidades e do cessar-fogo, anunciou o chefe da mediação africana, o antigo chefe de Estado sul-africano, Thabo Mbeki.

As negociações entre os representantes do Governo sudanês e o Movimento para a Justiça e Igualdade (JEM) e o Movimento-Exército de Libertação do Sudão (SLA-M) de Mini Arko Minaw, os dois principais movimentos rebeldes ativos em Darfur, igualmente sob a égide da mediação africana, foram também suspensas sine die, indicou Mbeki.

Estas negociações, lembre-se, visam chegar a uma cessação das hostilidades seguida imediatamente de um cessar-fogo e serão coroadas pela instalação duma arquitetura política.

O chefe da mediação anunciou, segunda-feira, às partes participantes nas negociações a suspensão sine die das discussões que duraram quatro dias na capital etíope.

Citado por fontes sudanesas, o chefe da delegação do Sudão, Ibrahim Mhamoud Hamed, acusou o movimento popular de ser responsável pelo sofrimento dos cidadãos ao fazer fracassar as negociações, afirmando que «o movimento planificou o bloqueio do roteiro que ele assinou apenas devido a pressões internacionais e regionais ».

O objectivo do movimento é “obter a chegada dos aviões para transportar as ajudas humanitárias sem controlo, enquanto um acordo liga o Sudão às Nações Unidas para o encaminhamento das ajudas humanitárias para o Sudão do Sul”.

Hamed afirmou o compromisso do Governo para a paz, a cessação imediata da guerra e o transporte das ajudas humanitárias para os necessitados em colaboração com a comunidade internacional, reafirmando que o Sudão quer aplicar o roteiro que ele assinou, ora para a execução do cessar-fogo ora para as negociações visando a conclusão do acordo-quadro.

O chefe dos negociadores do movimento popular, Yasser Arman, afirmou que o Governo perdeu uma grande oportunidade para a realização da paz ao recusar-se a fazer concessões, indicando que Mbeki « nos informou sobre o adiamento das negociações sine die pela primeira vez ».

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