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Não é hora de armar os sírios, diz o chefe do Pentágono

O secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, defendeu a decisão do governo Obama de não armar a oposição síria, dizendo que o país corre o risco de mergulhar numa guerra civil plena caso fracasse a busca por uma transição política negociada.

“Tomamos uma decisão de não fornecer assistência letal a esta altura. Sei que os outros tomaram as suas próprias decisões”, disse ele à Reuters, Quinta-feira(21).

“Mas acho muito importante agora que todos foquem numa transição política tranquila e responsável. Se isso não for feito de forma responsável, há um perigo real de que a situação deteriore-se numa terrível guerra civil.”

O secretário manifestou também a preocupação de que os mísseis antiaéreos portáteis, conhecidos como Manpads, roubados da Líbia durante a guerra civil do ano passado, acabem por ir parar na Síria.

Por outro lado, ele disse não haver sinais de risco para o arsenal sírio de armas químicas. “Estamos confiantes de que esses lugares estejam a ser protegidos. E não vemos evidência de que nenhum deles esteja sob ameaça de ser violado.”

A ONU estima que mais de 10 mil pessoas já tenham sido mortas em 15 meses de repressão do governo sírio a protestos pró-democracia.

Nos últimos meses, rebeldes armados têm tido uma actuação cada vez mais incisiva, ameaçando levar o país para uma guerra civil completa, atraindo inclusive o envolvimento de potências regionais.

Governos ocidentais, governos árabes e a Turquia pressionam pela derrubada do presidente sírio, Bashar al Assad, mas relutam em intervir directamente.

Por outro lado, Rússia e China usam o seu poder de veto no Conselho de Segurança da ONU para blindar o seu aliado de pressões internacionais, e o Irão também mantém o seu apoio ao governo de Damasco.

Semana passada, os EUA acusaram a Rússia de estar a fornecer novos helicópteros militares à Síria, mas Moscovo afirmou que estava apenas a devolver aparelhos sírios enviados para manutenção.

Segundo Panetta, os EUA esperam que “não só a Rússia como outros países não forneçam o tipo de armas que resultem na morte de mais sírios”.

Um porta-voz do Pentágono disse posteriormente que o secretário estava a referir-se à morte de civis sírios pelas forças do governo, e que ele não fez críticas aos países que optaram por armar a oposição síria.

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