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Município de Maputo contrata 600 jovens para recolha de lixo

O Município de Maputo contratou 600 jovens e mulheres para a recolha primária de resíduos sólidos nas zonas suburbanas da cidade. Segundo o edil da capital moçambicana, David Simango, esses jovens e mulheres contratados “são o embrião para futuras empresas de recolha de resíduos sólidos, sendo uma forma também de lutar contra a pobreza”.

Simango referiu que para esta questão de recolha de resíduos sólidos, o município dividiu a cidade em duas zonas: a área suburbana e a de cimento, tendo contratado empresas para esse efeito. Na zona de cimento existe uma empresa e uma outra na zona suburbana, que faz a recolha de lixo depositado em contentores por micro-empresas.

Refira-se que as micro-empresas são constituídas por jovens e mulheres que criaram associações para a recolha de lixo nos cerca de 43 bairros da cidade, utilizando carrinhas de mão. Estima-se em cerca de 900 mil meticais (um dólar vale cerca de 27 meticais) o valor dispendido mensalmente, para o pagamento das micro-empresas envolvidas neste processo de extensão dos serviços de recolha primária de lixo nos bairros suburbanos da capital moçambicana, de difícil acesso.

Simango afirmou haver melhorias na remoção de resíduos sólidos nas zonas suburbanas, mas não se podendo dizer o mesmo em relação às urbanas, onde operam grandes empresas. “Existe uma postura que impõe um horário para a recolha de resíduos sólidos sobretudo na zona de cimento, “mas, infelizmente, alguns dos nossos munícipes não obedecem a esse horário, que é das 15 e 19 horas, pelo que ainda temos muito por andar nesta direcção”, disse.

Afirmou que o Conselho Municipal tem de intensificar o trabalho de educação cívica dos munícipes para o cumprimento do horário e observância de boas maneiras no depósito de lixo.

“O outro problema que temos é que alguns dos nossos munícipes têm hábitos urbanos e hábitos rurais, pois trazem do campo ramas de mandioqueira, milho, amendoim, que depositam em contentores não concebidos para este tipo de lixo”, realçou o dirigente. Para Simango, a área comercial devia ter a recolha própria, “porque se você reparar, na zona baixa da cidade, muito do lixo existente são cartões e papelões, que depois de utilizados, são atirados ao chão e/ou contentores”.

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