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Município da Beira – Enchentes nas assembleias marcam processo de votação

A votação para as eleições autárquicas na Beira, cidade onde cinco concorrentes disputam a chefia máxima do conselho municipal, foi caracterizada por enchentes nas assembleias de voto, numa clara alusão de que os eleitores da segunda maior urbe moçambicana não queriam deixar a oportunidade de eleger o seu candidato favorito e o seu partido. Outrossim, as assembleias não fecharam às 18 horas, conforme a Comissão Nacional de Eleições (CNE) estabeleceu para estas eleições autárquicas.

As razões disso prendem-se com a lentidão dos membros das assembleias de voto, alegadamente porque na sua maioria mostraram não estarem habilitados. Até um pouco depois das 18 horas, verificavam-se longas filas de eleitores ansiosos em votar nas diferentes assembleias de voto, que funcionaram nas escolas primárias. Constatou-se igualmente que houve problema de iluminação pública nalguns locais, embora a Electricidade de Moçambique (EDM) estivesse a colocar candeeiros, a exemplo da Escola Primária 7 de Abril, no bairro de Chipangara.

Na Escola Primária Amilcar Cabral a escuridão já estava a atingir as assembleias de voto, mas os “brigadistas” disseram que têm candeeiros disponibilizados pelo Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE). Na Escola Primária da Munhava-Central houve transtornos, visto que um caderno dos eleitores só apareceu às 17 horas, numa altura em que os votantes eram inscritos nas folhas de “A-4”. Foi uma solução alternativa, porque os eleitores já estavam impacientes.

Muitos eleitores no posto de votação Antigo Emissor, na Munhava-Central, não sabiam se iam ou não, porque a fila era muito longa. O STAE afecto ao posto de Chota foram mais organizados, porque logo distribuíram as senhas para o controlo das pessoas. No entanto, há ainda que registar que um pouco antes das 18 horas algumas assembleias de voto já não registava movimento, a exemplo da Escola Primária de Matacuane e 7 de Abril. Trata-se das assembleias números 3731 e 0021 na Escola 7 de Abril e números 3653 e 1159, da Escola Primária de Matacuane, que já não tinham movimentos. “Vamos fechar as 18 horas, porque ninguém está a aparecer mais” – disseram os membros de mesas de voto.

PERÍODO DA MANHÃ

A nossa Reportagem acompanhou a para e passo o processo, tendo constatado que na maioria das mesas de assembleias de voto abriram a tempo e hora, exceptuando algumas, que por questões burocráticos iniciam ligeiramente tarde, caso verificado na Escola Primária Heróis Moçambicanos, na cidade capital de Sofala. Em quase todas as assembleias de voto, senão todas, as filas indianas organizadas para o efeito enchiam por completo os recintos onde as mesmas funcionaram.

Por exemplo, nas Escolas Primárias Eduardo Mondlane, Ponta-Gêa, Palmeiras, Agostinho Neto, onde votaram o governador de Sofala, os candidatos Lourenço Bulha, Daviz Simango, Manuel Pereira e Chico Romão, respectivamente, os eleitores se acotovelavam uns aos outros na tentativa de serem os primeiros a ser atendidos. Houve até casos em que alguns procedimentos recordaram os tempos de bicha para a compra de pão e de outros produtos alimentares, pois os eleitores chegaram até a marcar bicha por meio de pedras, situação verificada na Escola Primária Agostinho Neto.

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