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Mulher presa por queimar marido com gasolina e vela em Quelimane

Uma mulher de 33 anos de idade, identificada pelo nome de Samira Martins, está privada de liberdade, na cidade de Quelimane, província da Zambézia, acusada de queimar gravemente o marido com recurso a gasolina e vela, causando-lhe queimaduras do primeiro e segundo graus em mais de 40% do corpo, por razões passionais.

A vítima responde pelo nome de Anselmo Edgar e encontra-se sob cuidados médicos no Hospital Central de Quelimane (HCQ).

A desgraça, supostamente motivada por ciúmes por parte da indiciada, resultou do facto de o ofendido ter saído de casa no sábado (18), para uma diversão algures naquela urbe, mas só regressou no domingo (19).

Chegado à sua casa, ele dirigiu-se ao quarto e dormiu, enquanto a esposa estava a conversar com as amigas. De repente, acordou encoberto de fogo ateado pela própria cônjuge. Imagine-se o sofrimento a que o cidadão foi sujeito. Aliás, a Polícia da República de Moçambique (PRM) na Zambézia afirma que a senhora não se comoveu com o dor do marido.

Em vez de socorrê-lo para uma unidades sanitária mais próximas ou pedir o auxilio dos vizinhos, ela manteve a vítima no quarto. Em declarações à imprensa, Samira Martins reconheceu ter queimado o seu consorte, mas defendeu-se alegando que não foi propositado, até porque eles têm filhos que neste momentos estão sem os pais.

Segundo ela, o marido bebe muito é era frequente ele sair às sextas-feiras e regressar à casa só às segundas-feiras.

Devido a esta suposta atitude do marido, ela vivia aborrecida e não suportava mais a ausência dele, pelo que ela sugeriu que os dois se separassem mas Anselmo nunca consentiu. Num outro desenvolvimento, a acusada disse que vive com o marido há anos mas conhece nenhum familiar dele. “Não sei nada sobre o passado dele”.

Tratou-se de um crime deliberado

“Manteve o marido em cativeiro dentro da sua residência”, disse Miguel Caetano, porta-voz da PRM naquele ponto do país, acrescentando que Anselmo Edgar foi socorrido pelos vizinhos, quando se aperceberam de que a casa estava em chamas.

Para Inácio Dina, porta-voz do Comando-Geral da PRM, Samira Martins queimou o marido deliberadamente, por isso, depois de atear fogo e ferir o marido, fotografou-o e pôs-se a difundir as imagens.

Ainda de acordo com o agente da Lei e Ordem, “o que é bastante triste e lamentável é o facto de a cidadã, depois de cometer o crime, ter sido ela própria a pegar no telemóvel e tirar fotografias, algumas das quais pararam nas redes sociais, e mandou as fotos para alguns familiares”.

Terceiro crime similar em pouco mais de um mês

Não é a primeira vez que uma mulher queima o marido. O último caso de que se tem conhecimento, a 04 de Fevereiro passado, no bairro Tsalala, no município da Matola, onde uma jovem de nome de Anifa Maulele regou o corpo do marido com óleo quente de cozinha, de madrugada, depois de uma briga em resultado de o esposo ter tirado satisfações sobre a constante infidelidade de que era alegadamente vítima.

O cidadão que respondia pelo nome de Rúben Matsombe contraiu ferimentos graves e o seu rosto estava desfigurado. Dias depois, ele morreu no leito do Hospital Central de Maputo (HCM), onde lutava pela vida.

Volvidos dois dias, também numa madrugada, um homem de 58 anos de idade, identificado pelo nome de Armando Dzimba, ateou fogo, intencionalmente, no quarto onde se encontrava a dormir com a esposa, na cidade de Xai-Xai, província de Gaza, devido a problemas ainda não esclarecidos. Infelizmente, o ofensor morreu a caminho do hospital.

O crime ocorreu no bairro 3 de Inhamissa e a vítima responde pelo nome de Celeste Muchanga, de 48 anos de idade.

Estes acontecimentos aterradores, tipificados como violência doméstica, têm vindo a aumentar, segundo Inácio Dina.

Casais desavindos deviam optar pelo divórcio

Neste contexto, a corporação, de acordo com Inácio Dina, aconselha os casais que enfrentem problemas conjugais a ponto de entrarem em rota de colisão a divorciarem.

Todavia, ele esclarece que “não estamos a incentivar divórcios, mas quando uma relação não tem condições para continuar, no lugar de se atingir o extremo de se tirar a vida ou mutilar-se, é melhor arranjar outra solução que não prejudique as crianças ou as famílias”.

A visada, que segundo a Polícia da República de Moçambique (PRM) ira responder em juízo por prática de cárcere privado e violência física, assumiu ter queimando o marido. Porém, alegou que não era intencional. Anselmo Edgar, com recurso à gasolina e uma vela acesa, na cidade de Quelimane, província da Zambézia.

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