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Mulher moçambicana com fraco acesso a fundos do Estado

Oficialmente assume-se que menos de dez porcento das mulheres de quatro distritos das províncias de Sofala e Zambézia, Centro de Moçambique, beneficiaram do Fundo de Desenvolvimento de Iniciativas Locais (FDIL) disponibilizado pelo Governo.

Estes dados foram apresentados na quinta-feira, no âmbito do VI Conselho Coordenador do Ministério moçambicano da Mulher e da Acção Social (MMAS), e resulta de uma pesquisa feita em 2009, em dois distritos das províncias de Sofala e Zambézia, para aferir o nível de envolvimento e aproveitamento da mulher dos vários fundos alocados aos distritos.

“Os resultados apontam para um fraco benefício para a mulher, que aparece abaixo dos dez porcento como beneficiária”, afirmou a directora nacional da Mulher e porta-voz do conselho, Célia Buque. De acordo com Célia Buque, “a mulher não beneficia como deveria, porque não há sensibilização por parte dos conselhos consultivos distritais e uma articulação entre os vários fundos”. Por outro lado, acrescentou a porta-voz, “há muita influência cultural”, o que faz com que “o papel remetido para a mulher é que fique à margem deste processo”, e ainda subsistem problemas a nível da expansão das instituições bancárias, às quais nem sempre a mulher consegue chegar.

No entanto, a pesquisa verificou que, apesar das dificuldades, quando a mulher acede ao FDIL, “não apresenta muitos problemas quanto à devolução do dinheiro, o que já não ocorre nos homens”, adiantou Célia Buque. Perante os resultados, o Ministério da Mulher e da Acção Social recomendou aos directores provinciais no conselho coordenador “a divulgação dos dados para sensibilizar as pessoas e que trabalhem no sentido de capacitar as mulheres, pois muitas não dominam as informações sobre os procedimentos a seguir na elaboração dos projectos”, continuou a porta-voz.

O chamado Fundo de Desenvolvimento de Iniciativas Locais, vulgo “sete milhões” de meticais, foi implementado nos 128 distritos do país, logo após a tomada de posse do Presidente Armando Guebuza, em 2005, tendo sido considerada a decisão mais importante e com maior impacto do seu primeiro mandato.

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