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Mulher é agente próactiva do desenvolvimento económico

A Ministra da Mulher e Acção Social, Virgília Matabele, defendeu hoje, em Maputo, que as mulheres moçambicanas não são actoras passivas ou simplesmente receptoras do desenvolvimento, mas sim agentes próactivas que participam e contribuem na vida económica e social do pais.

Virgília Matabele, que fez este pronunciamento hoje na abertura do Seminário de capacitação do sector informal da região Sul, sublinhou que não pode haver combate a pobreza se as intervenções nesse sentido não tiverem em conta as necessidades das mulheres. De referir que as mulheres constituem o grosso do grupo de pessoas vulneráveis, juntamente com as crianças e idosos, que são fortemente afectados pela pobreza.

“Gostaria de recordar as mulheres que elas não são actoras ou receptoras passivas do desenvolvimento, são agentes pró-activas que participam e contribuem na vida económica e social do país”, disse Na ocasião, Matabele referiu que “os resultados do Inquérito Nacional mostram que o sector informal absorve 19.4 milhões de cidadãos em todo o país, sendo que 10.16 milhões são mulheres e 9.2 milhões homens” Assim, mais de 50 por cento da mãode- obra neste sector é constituído por mulheres.

“Este facto reforça a ideia de que só será possível combater a pobreza quando todas as intervenções tiverem em conta as necessidades de género”, defendeu. “Gostaria de saudar as mulheres do sector informal que tudo fazem para derrubar os obstáculos que enfrentam no dia a dia à busca da satisfação das necessidades básicas dos seus filhos, e porque não dizer, na garantia da melhoria da qualidade de vida dos seus respectivos agregados familiares”, acrescentou.

Na ocasião, a Ministra sublinhou a importância do sector informal no desenvolvimento económico do país, dada a grande absorção de mão-de-obra activa existente em Moçambique. “O Governo está ciente desta realidade e através do Programa Quinquenal do Governo, cuja implementação esta prestes a terminar, reconhece a importância deste sector no processo de desenvolvimento do nosso país e incentiva e orienta as actividades desenvolvidas, garantindo que as mesmas contribuam para o combate a pobreza”, referiu.

Durante os dois dias do encontro, serão discutidos assuntos ligados a obrigações aduaneiras, licenciamento simplificado, procedimentos para tirar ganhos da zona de comércio livre, Protocolo da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) sobre género e desenvolvimento, entre outros. No encontro, participam representantes de associações de trabalhadores do sector informal da zona Sul do pais, nomeadamente Mukhero (dos pequenos importadores e exportadores), Assotsi (vendedores do sector informal), Amuido, Adanha, Atimba, bem como agricultores pela União Nacional das Cooperativas (UNAC) e avicultores pela AMA.

Os trabalhadores do sector informal esperam sair do seminário actualizados em matéria de comércio, uma vez haver muitas vantagens criadas, que por causa de desconhecimento das mesmas não estão a ser devidamente usufruídas.

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