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Mulher detida em Quelimane por dar à luz e enterrar o filho

Uma mulher de 35 anos de idade, cujo nome não apurámos, está privada de liberdade e limitada a quatro paredes da 3ª esquadra da cidade de Quelimane, na província da Zambézia, supostamente por ter dado à luz e enterrado o filho no seu quintal.

O caso aconteceu no bairro Cololo e a indiciada já é mãe de cinco filhos, com idades que variam de quatro a 12 anos.

A descoberta do recém-nascido debaixo da terra partiu de uma desconfiança de algumas vizinhas, uma vez que a indiciada não estava mais grávida e ninguém via o bebé, cujo cadáver foi exumado na segunda-feira (15).

De acordo com testemunhas, antes da descoberta do infanticídio, pessoas próximas desejavam felicidade à mulher por ter trazido ao mundo mais um ser humano. Contudo, ninguém conseguia conter a curiosidade de ver o novo bebé de Cololo, que já tinha sido enterrado há dias.

Mas a mulher nega que tenha enterrado o recém-nascido com vida e deliberadamente. Segundo ela, tratou-se de um aborto involuntário e não sabia há quantos meses era gestante.

Num outro desenvolvimento, a senhora contradiz-se, ao afirmar que “só no quarto mês” é que descobriu que estava grávida e começou a passar mal de dores de estômago. Apesar do tal mal-estar, ela não se dirigiu a nenhuma unidade sanitária, tendo optado por tratar-se sem nenhuma prescrição médica.

“Comecei a tomar comprimidos de dores de estômago que comprava na farmácia, mas provocou problemas”, disse a jovem, que, entretanto, não soube precisar que tipo de medicamento tomava.

Jacinto Félix, porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) na Zambézia, disse que a cidadã cometeu infanticídio, porque, segundo um médico legista, ela “teve um parto normal e não houve sofrimento” para o bebé vir ao mundo.

De acordo com o policial, a ser verdade que o bebé nasceu sem vida ou morreu durante o trabalho de parto, conforme a indiciada alega, “o que está em causa é o seu comportamento”, por ter enterrado o filho atrás da sua casa e permanecido em silêncio até que o caso foi descoberto por populares. “Ela vai ser responsabilizada criminalmente”.

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