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Movimento “Ocupem Wall Street” intriga o mundo

Da Praça Tahrir no Cairo, passando pela Praça Verde em Trípoli, Praça Syntagma em Atenas e agora no Parque Zuccoti em Nova York, a ira popular contra as elites no poder está se propagando ao redor do mundo. Muitos têm se mostrado intrigados com o movimento Ocupem Wall Street contra a desigualdade financeira que começou no parque em Nova York e  espalhou-se pelos Estados Unidos, de Tampa, na Flórida, a Portland, no Oregon, passando por Los Angeles e Chicago.

Centenas de ativistas reuniram-se há um mês no parque em Manhattan a duas quadras de Wall Street para demonstrar a raiva com o que eles veem como excessos dos financistas de Nova York, a quem eles culpam pela crise econômica que assolou incontáveis norte-americanos comuns e reverberou pela economia global.

No movimento dos Estados Unidos, nações árabes veem ecos dos levantes deste ano da Primavera Árabe. Espanhóis e italianos enxergam paralelos com os ativistas Indignados, enquanto vozes em Teerão e Pequim com seu próprio propósito anti-norte-americano também já disseram que isso pode ser um presságio do derretimento dos Estados Unidos.

Inspirados pela força do movimento nos EUA, que começou pequeno mas agora faz parte do debate político do país, ativistas em Londres vão se reunir para protestar do lado de fora da Bolsa de Londres no dia 15 de outubro, mesmo dia em que grupos espanhóis se reunião na praça Puerta del Sol, em Madri, em solidariedade. “O povo norte-americano está cada vez mais e mais seguindo o rumo escolhido pelas pessoas no mundo árabe”, disse o oficial da Guarda Revolucionária Masoud Jazayeri, segundo a agência de notícias estudantil iraniana ISNA. “O governo dominante norte-americano vai enfrentar levantes similares àqueles na Tunísia e Egito.”

Jornais chineses divulgaram notícias sobre o Ocupem Wall Street com editoriais culpando o sistema político dos Estados Unidos e denunciando a mídia ocidental por negligenciar os protestos. No Cairo, Ahmed Maher, fundador e líder do Movimento Jovem 6 de Abril do Egito, que ajudou a derrubar o autocrata Hosni Mubarak, disse que estava em contato com vários grupos organizando as manifestações anti-Wall Street. “Há alguns dias, vimos um cartaz em Nova York que dizia ‘Essa é a Praça Tahir'”, afirmou Maher, referindo-se à praça no Cairo que se tornou o epicentro da revolução egípcia. “A Primavera Árabe definitivamente inspirou protestos nos Estados Unidos e Europa.”

A mídia espanhola tem dedicado cobertura diária ao movimento de Wall Street, apelidando os participantes de “Indignados em Manhattan”, com jornais de esquerda afirmando que os manifestantes norte-americanos se inspiraram no grupo jovem espanhol. Em Londres, os manifestantes estavam usando as mídias sociais, como Facebook e Twitter, para planejar o protesto em frente à Bolsa no sábado. Eles pretendem chamar atenção para “sistemas econômicos que causaram terríveis injustiças ao redor do mundo”, de acordo com o website deles.

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