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Mortos por tumulto no Camboja chegam a 375

O Camboja procura explicações esta terça-feira para o tumulto ocorrido na véspera, que resultou na morte de 375 pessoas sobre uma ponte. Sobreviventes relataram momentos de pânico sobre a ponte que dá acesso à pequena ilha do Diamante, que estava lotada por causa de uma festividade anual. Aparentemente, o tumulto começou quando alguém gritou que havia pessoas sendo eletrocutadas sobre a estreita ponte de pedestres.

A polícia disse que outras pessoas gritavam que a ponte estava caindo. As vítimas foram sufocadas ou pisoteadas, e algumas pessoas contaram que passaram horas prensadas na multidão, entre vivos e mortos. A polícia aspergia água sobre as pessoas, para que elas não sentissem sede. Pelo menos 755 pessoas ficaram feridas. “As pessoas estavam gritando que alguém havia sido eletrocutado, pediam que voltássemos”, disse Touch Loch, 18 anos, à Reuters. “Eu caí e as pessoas pisaram sobre mim até que eu desmaiei. Quando acordei, estava aqui no hospital.”

Um porta-voz do governo negou que tenha havido choques elétricos na ponte, que estava enfeitada com lâmpadas por causa da festa que marca o final da temporada de chuvas e atrai muitos visitantes a Phnom Penh. As autoridades dizem também que a ponte foi projetada para balançar, mas que isso pode ter causado pânico na multidão.

Khon Sros, 19 anos, contou no hospital que tentou saltar da ponte, mas ficou presa na multidão até que a polícia a resgatasse. “Um homem morreu perto de mim. Ele estava fraco e não tinha ar suficiente.” Touch Theara, 38 anos, passou três horas retido na multidão. “Achei que estava morto (…). A polícia atirou água sobre nós. Abríamos a boca para beber.”

O primeiro-ministro Hun Sen pediu desculpas pelo desastre, ordenou uma investigação e decretou luto oficial na quinta-feira. Uma estreita ponte liga Phnom Penh a Koh Pich, ou ilha do Diamante, uma ilha artificial inaugurada neste ano, com várias atrações comerciais e áreas de lazer. O local estava particularmente lotado por ser o último dia do festival anual chamado Bom On Touk, que marca a reversão do fluxo das águas entre o lago Tonlé Sap e o rio Mekong.

Phay Siphan, porta-voz do governo, disse que algumas pessoas chegaram à ilha por uma ponte para carros, no outro lado, e que tentavam voltar pela ponte para pedestres, no contrafluxo. Yim Sovann, porta-voz do partido oposicionista Sam Rainsy, disse que o governo deveria ter avaliado melhor os riscos de realizar eventos em uma multidão tão grande num espaço tão limitado como o da ilha.

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