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Morte de Bin Laden não calará chamado da Jihad, dizem islâmicos

Membros de fóruns militantes islâmicos afirmaram esta segunda-feira que estão a rezar para que a notícia da morte de Osama Bin Laden não seja verdadeira e indicaram que, caso seja, haverá retaliação.

O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou que as forças norte-americanas mataram Bin Laden numa incursão ao seu esconderijo no Paquistão, após quase 10 anos de procura ao mentor dos ataques de 11 de setembro. “Oh, Deus, por favor faça com que essa notícia não seja verdadeira… Deus o amaldiçoe, Obama,” dizia uma mensagem de um fórum jihadista. “Oh, norte-americanos… ainda é justo para nós cortarmos os seus pescoços.”

A morte dele, numa mansão nos arredores da cidade paquistanesa de Islamabad, representa um golpe simbólico à rede militante global, embora as mensagens do fórum islâmico digam que o ataque não mudará o compromisso deles em lutar contra as potências do Ocidente. “Osama pode morrer, mas a mensagem dele da Jihad nunca morrerá. Irmãos e irmãs, esperem e vejam, a morte dele será um mal que virá para o bem,” disse uma mensagem em outro fórum islâmico.

Outro membro de um fórum ressaltou a ironia da localização de Bin Laden, contrastando com os rumores de que se escondia em cavernas. “Então, depois de 10 anos se escondendo nas montanhas, ele termina morto numa mansão perto de Islamabad. Interessante.” O sentimento que prevalecia, porém, era de pesar. Um post no fórum Ansar, de língua árabe, disse: “Deus se vingará contra você, seu cachorro romano, a vingança de Deus contra vocês cruzados… isso é uma tragédia, irmãos, uma tragédia.”

Os fóruns online para islâmicos militantes têm sido o meio principal de transmitir as mensagens de Bin Laden e do número dois Ayman al-Zawahiri, assim como das ramificações regionais da Al Qaeda, como a Al Qaeda na Península Arábica no Iêmen. “Os fóruns exercem um papel nas comunicações e nas ideias para todos os seguidores da Al Qaeda, semelhante à forma como o Facebook e o Twitter foram usados pelos manifestantes por democracia nas revoluções árabes de 2011. Eles são uma mídia poderosa,” disse Theodore Karasik, analista de segurança do grupo Inegma, que está baseado em Dubai.

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