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Morreu Robin Gibb, dos Bee Gees, aos 62 anos

O vocalista e fundador do Bee Gees Robin Gibb, que juntamente com os irmãos Barry e Maurice ajudou a definir a sonoridade da era disco com as suas batidas funk e harmonias em falsete em hits como “Stayin’ Alive” e “Jive Talkin’”, morreu após uma longa batalha contra o cancro. Ele tinha 62 anos.

Gibb sofria de cancro do cólon e fígado e, apesar de uma recente melhora em seu quadro de saúde nos últimos meses, ele morreu na noite de domingo. A família pediu privacidade, mas centenas de mensagens de pesar foram divulgadas pelo microblog Twitter, inclusive de gravadoras e músicos, e em Las Vegas a cerimónia do Billboard Music Awards foi interrompida para um minuto de silêncio, com uma grande foto em preto e branco do artista dominando o cenário.

“A característica voz em vibrato dele foi parte da marca registrada harmônica do trio”, disse em nota Neil Portnow, executivo-chefe da Academia Fonográfica, responsável pelo prêmio Grammy, que Gibb recebeu seis vezes.

Nascido em 1949 na ilha de Man (entre a Inglaterra e a Irlanda), Robin mudou-se com a família para Manchester, onde ele e os irmãos cantavam em cinemas locais. Depois emigraram para a Austrália, onde os Bee Gees oficialmente lançaram seu primeiro compacto.

Mas os irmãos achavam que o futuro estava na Europa, e voltaram à Inglaterra, onde fizeram o seu primeiro sucesso, “Massachusetts”, em 1967.

No mesmo ano, Robin e a sua futura esposa, Molly, sobreviveram a um acidente ferroviário que matou 50 pessoas.

Depois de gravar um LP duplo, “Odessa”, os irmãos desentenderam-se a respeito de qual faixa deveria ser lançada como compacto, e Robin deixou o grupo. Dois anos depois, os Bee Gees se reuniram, para estourar na década de 1970.

As baladas “Lonely Days” e “How Can You Mend a Broken Heart” dominaram as paradas norte-americanas em 1971, mas depois disso críticos passaram a apontar uma acomodação, e a partir do seu 13o álbum, “Main Course”, a banda passou a buscar canções mais dançantes, com ênfase nas harmonias agudas.

Foi nessa época que “Jive Talkin’” levou a um convite para a trilha de “Febre de Sábado à Noite”. Esse trabalho representaria o auge da fama dos Bee Gees, com faixas como “Stayin’ Alive”, “How Deep Is Your Love”, “Night Fever” e “More Than a Woman”. O filme, com John Travolta, foi crucial para o fenómeno disco no mundo todo.

Estima-se que a banda tenha vendido 200 milhões de álbuns, mas a moda foi passageira, e na década de 1980 Robin e seus irmãos dedicaram-se mais a produzir e compor para outros artistas, como Diana Ross. Robin também manteve uma carreira solo nesse período.

A banda ainda lançaria mais um disco em 1987, “ESP”, de sucesso apenas moderado.

Maurice morreu em janeiro de 2003, aos 53 anos, em decorrência de complicações resultantes de uma torção intestinal, problema que também afetaria Robin no fim da vida.

Segundo relatos na Internet, em 2010 Robin foi operado devido a um bloqueio intestinal, e no ano passado sofreu dores abdominais que o obrigaram a cancelar shows no Brasil. Durante uma cirurgia, descobriu-se um tumor de cólon e, posteriormente, de fígado. Em fevereiro, durante um período de recuperação, Robin subiu ao palco pela última vez, num show beneficente em Londres.

No meio das internações, ele também tornou-se parceiro do filho Robin-John em uma obra clássica, “The Titanic Requiem”.

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