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Moçambola: Terminou a primeira volta

Moçambola: Terminou a primeira volta

Muita coisa aconteceu na 13ª e última jornada da primeira volta do Moçambola. Primeiro, há que destacar os grandes embates que sucederam um pouco por todo o país e, segundo, os resultados que reestruturam a tabela classificativa com o Ferroviário de Maputo a cimentar a liderança, o Chibuto a cair para a terceira posição e a crise que se instalou no seio dos canarinhos de Maputo.

 

 

Foi uma jornada marcada por muito bom futebol desde os derbies até às disputas de lugares entre as equipas coladas na tabela classificativa, onde para além do espectáculo, novos e interessantes dados foram lançados.

Na tabela classificativa foi criada uma distância entre o pelotão que ambiciona os lugares cimeiros e o outro que procura a todo o custo fugir da zona da despromoção, ou seja, a Liga Muçulmana, que lidera o segundo pelotão, está a um ponto da linha de água e a quatro do oitavo, e o Ferroviário de Nampula está a apenas três pontos de assumir a quarta posição.

O derby do pontapé de saída

Nada melhor que a etapa final do jogo entre o Costa de Sol e o Desportivo de Maputo para se certificar de que se estava perante um derby na competição mais importante de um país. É que durante a etapa regular até bem perto do minuto 88, tudo pareceu muito fácil para a equipa da casa que vencia por dois a zero com golos obtidos no decorrer da primeira parte.

O Costa de Sol não só não soube gerir o resultado como também exagerou no desperdício de soberbas oportunidades para dilatar o marcador.

Em poucas palavras, a turma canarinha dormiu à sombra da bananeira, influenciada pelos golos e pelas dificuldades que o Desportivo teve para se impor como um grupo coeso no campo.

Zainadine Júnior foi quem deu o pontapé de saída ao atirar uma bomba para o fundo das malhas de Joaquim, o mesmo guarda-redes que veio a ser protagonista do lance do golo do empate ao introduzir de forma infantil o esférico na sua própria baliza. Faltavam dois minutos por se jogar e o Costa de Sol viu-se em apuros com o medo de sofrer uma reviravolta de proporções épicas.

Contudo, o árbitro apitou para o fim da partida e vontade aos adeptos canarinhos de invadir o campo como demonstração da sua justificada fúria não faltou. Aliás, foi graças à intervenção da polícia anti-motim armada até aos dentes que o pior não aconteceu a Diamantino Miranda, o qual saiu às correrias pela porta dos fundos sobre forte protecção.

Outro factor que poderá retirar o sono ao técnico português é o facto de os adeptos e simpatizantes da turma canarinha terem invocado o nome de Artur Semedo como única salvação para a crise que assola o clube. Semedo, que acompanhou o jogo a partir da tribuna de honra, ainda ganhou uma salva de palmas à saída do campo.

Mesmo com o novo técnico a Liga não ganha

No domingo, foi a vez do bicampeão nacional defrontar no seu campo na Matola C o Ferroviário de Maputo num dos jogos mais emotivos da jornada. E foi mesmo o que aconteceu. Quem presenciou a partida gostou do que viu – excepto alguns dos poucos adeptos e simpatizantes da equipa da casa devido ao resultado – pelo brilhantismo e pela qualidade de futebol que as duas equipas apresentaram.

Ambas entraram com vontade de marcar e a Liga foi a primeira a abrir o marcador, volvidos três minutos. O Ferroviário de Maputo não baixou os braços e apresentou também o seu futebol ofensivo que, dois minutos depois do golo de Telinho, resultou num golo de Whisky que saiu da jogada contundido.

Num manifesto mata-mata e com algum domínio por parte dos muçulmanos que trocavam mais a bola e, em última instância, perdulários nas situações ofensivas, o jogo só foi resolvido à passagem do minuto 78, por intermédio de Luís.

O golo locomotiva que ditou a sentença do jogo encontra justificação na teoria segundo a qual no futebol quem não marca arrisca-se a sofrer visto que a Liga não foi certeira. Mas da forma como decorreu o jogo, era de se esperar que houvesse um vencedor.

O bicampeão não vence há seis jornadas e está com apenas um ponto acima da linha de água.

Chibuto cede lugar ao Maxaquene

Se na semana passada, Abdul Omar, treinador principal do Clube de Chibuto apareceu publicamente a dizer que o objectivo do clube é ganhar o campeonato e não o de garantir a manutenção, então esqueceu-se completamente de um detalhe: numa competição super- -renhida onde todos almejam o título, é proibido perder pontos.

É que na sua deslocação ao terreno do Incomáti de Xinavane, o clube representante de Gaza empatou sem abertura de contagem, perdendo assim a segunda posição da competição agora na posse do Maxaquene, que venceu pela margem mínima de 1 a 0 na recepção ao Vilankulo FC.

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