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Moçambola: Ferroviário de Nampula cimenta a liderança!

Moçambola: Ferroviário de Nampula cimenta a liderança!

A contar para a terceira jornada do Campeonato Nacional de Futebol, o Moçambola, edição 2014, o Ferroviário de Nampula derrotou o Ferroviário de Pemba, por 2 a 1, e cimentou a liderança na prova. Na Matola C, a Liga Muçulmana derrotou o Costa do Sol, por 2 a 1.

Logo nos primeiros momentos do embate, havia sinais de que o Ferroviário de Nampula tinha tudo para ficar com os três pontos no estádio 25 de Junho, desfecho que se verificou no fim dos noventa minutos. Jogando diante do seu público, a locomotiva de chamada “capital do norte” entrou determinada a pressionar o adversário, imprimindo grande velocidade nas transições da defesa ao ataque, o que, de certa forma, criou calafrios aos forasteiros.

Apesar disso, os pupilos de Rogério Gonçalves pecavam no capítulo da finalização. Por seu turno, o Ferroviário de Pemba, perante o atrevimento dos anfitriões, optou por baixar as linhas defensivas com o objectivo de explorar o contra-ataque, o que, até certo ponto, facilitou a tarefa dos donos da casa que ganharam a batalha no meio-campo, o “laboratório” do ataque.

O Ferroviário de Nampula criou a primeira oportunidade de golo à passagem do décimo minuto, quando o avançado Eboh, depois de receber a bola à entrada da grande área, rematou para uma defesa impecável de Fari, guarda-redes da locomotiva de Pemba. No minuto 16 da primeira parte, os donos da casa continuaram na mó de cima, mas não conseguiam criar oportunidades para abrir o marcador.

Foi a partir daí que os visitantes resolveram mudar de postura, pautando por uma atitude mais aberta, combativa e audaciosa, com o propósito de contrariar a corrente do jogo. No minuto 20, o confronto tornou-se monótono e as duas equipas envolveram-se num festival de falhanços e de exibicionismo físico dos jogadores, o que obrigou o árbitro a interromper, por inúmeras vezes, a partida.

Depois disso, a normalidade e a qualidade de futebol regressaram ao triângulo do 25 de Junho quando, na cobrança de um livre directo, a castigar uma entrada violenta de Seri sobre Eboh, Taíbo tentou chutar a bola em arco, vendo o seu remate passar a largos centímetros da trave da baliza de Fari. Sem pernas para travar a avalanche ofensiva da equipa treinada por Rogério Gonçalves, o Ferroviário de Pemba decidiu pautar pelo anti-jogo.

O árbitro, que cedo se apercebeu dessa estratégia, exibiu um cartão amarelo a Seri, por ter caído no relvado, sem ter sido tocado, decisão que não agradou ao técnico Hilário Manjate que, enfurecido, exigiu explicações. Depois de sucessivas tentativas, os locomotivas de Nampula chegariam ao golo, à passagem do minuto 28, na sequência de um livre que partiu da asa direita do ataque.

Dondo, capitão do conjunto treinado por Rogério Gonçalves, cruzou a bola para o coração da grande área e Tony, livre de marcação, atirou para o fundo das malhas dos forasteiros. O tento galvanizou a equipa da casa que cresceu ainda mais no jogo, subiu as linhas defensivas e pressionou o adversário nas saídas ao contra-ataque. Por seu turno, a equipa de Hilário Manjate, que já pedia o intervalo, não tinha argumentos suficientes para travar as investidas contrárias.

A sete minutos dos 45, o Ferroviário de Pemba tentou mudar de postura e beneficiou de duas oportunidades de golo, todavia Seri foi infeliz na hora de finalizar, rematando para fora. No minuto 42, Rogério Gonçalves, treinador do Ferroviário de Nampula, por pouco estragava o espectáculo ao invadir o campo, com o objectivo de puxar a camisola de um atleta dos “Pembinhas”, alegando que o mesmo tinha efectuado mal o lançamento.

O árbitro, no lugar de expulsar o técnico, admoestou-o verbalmente. Momentos antes do intervalo, o Ferroviário de Nampula voltou a beneficiar de uma flagrante oportunidade de golo, numa jogada em que Atanásio, do lado direito, cruzou para a marca de grande penalidade e Eboh, que se encontrava naquela posição, cabeceou para fora da baliza. No reatamento, os jogadores do Ferroviário de Pemba mudaram completamente de postura, manifestamente lutando pelo empate. Nesta fase, os treinados por Hilário Manjate encurralaram os donos da casa que não conseguiram, durante um longo período, ultrapassar a zona do meio-campo.

E pertenceu àquela equipa a primeira oportunidade de golo nesta etapa conclusiva. Decorria o minuto 57 quando Bila, de fora da grande área, desferiu um portentoso remate, que foi defendido em dois tempos por Germano, antigo guarda-redes do Ferroviário de Maputo. Vendo a necessidade de recuperar o controlo da bola, sobretudo na zona do meio-campo, Rogério Gonçalves lançou Massua no lugar de Atanásio, uma substituição que surtiu o efeito desejado.

Ainda assim, nenhuma das duas equipas conseguiu alterar as contas no marcador, prevalecendo a vantagem a favor do Ferroviário de Nampula que alcançou a terceira vitória consecutiva neste Moçambola. No final da partida, o treinador adjunto do Ferroviário de Nampula, Nuno da Silva, disse que a vitória surgiu como resultado do trabalho que a sua formação tem levado a cabo desde o início da presente época, enquanto Hilário Manjate, técnico principal dos visitantes, reconheceu a derrota e felicitou os donos da casa pelo triunfo.

Verde: Massaua

Para os espectadores presentes no estádio 25 de Junho, Massaua foi a melhor unidade em campo, apesar de ter entrado na segunda parte. O malawiano trouxe qualidade ao jogo ofensivo da locomotiva de Nampula, sobretudo na criação de espaços que visavam atacar a baliza contrária. Durante o pouco tempo que esteve em campo, aquele jogador soube ser maestro das jogadas de ataque, que só não culminaram em golo por culpa dos seus colegas de equipa.

Laranja: Sasi

Não fez um mau jogo. Mas foi pouco disciplinado durante os 58 minutos em que esteve em campo. Foi pouco interventivo e passou a maior parte do tempo a discutir com o árbitro, até ao momento em que este, cansado dele, exibiu a segunda cartolina amarela e expulsou-o do campo.

Vermelho: Atanásio

O médio do conjunto orientado pelo técnico português, Rogério Gonçalves, foi, quanto a nós, a pior unidade em campo. No lugar de ajudar, prejudicou demasiadamente a sua equipa ao não desempenhar como deve ser o papel de médio defensivo. Foi pouco produtivo e não soube deter as jogadas de ataque da equipa adversária.

Campeões nacionais mantêm a perseguição ao líder

A jogar em casa, a Liga Desportiva Muçulmana de Maputo derrotou, pela primeira vez naquele reduto, o Costa do Sol, por 2 a 1. Dominante, sobretudo na primeira parte, a equipa da Matola C chegou primeiro ao golo no minuto 43, por intermédio de Sonito, na cobrança de uma grande penalidade a castigar uma falta cometida por James sobre Kito no interior da grande área.

Na segunda metade, o Costa do Sol tentou equilibrar a partida e Dário Khan restabeleceu a igualdade no marcador, na cobrança de um livre directo. Mas a alegria dos canarinhos durou pouco na medida em que, quatro minutos depois, Nando colocou a bola no fundo das malhas de Soarito, depois de um passe magistral de Kito.

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