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Moçambique vai continuar a beneficiar de ajuda britânica para o desenvolvimento

Moçambique vai continuar a beneficiar de apoio britânico para o desenvolvimento, apesar deste país ter feito cortes drásticos na sua despesa pública na sequência da crise financeira internacional.

Esta garantia foi dada pelo Primeiro-Ministro britânico, David Cameron, ao Presidente moçambicano Armando Guebuza, durante a sua última visita de trabalho àquele país europeu, ocorrida semana finda.

O Reino Unido vai alocar cerca de 83 milhões de Libras anualmente até 2015, em apoio ao desenvolvimento de Moçambique. De acordo com o Alto-Comissário de Moçambique no Reino Unido, Carlos dos Santos, o Governo britânico continua a priorizar a ajuda pública ao país.

“O Governo britânico continua a priorizar a ajuda pública a Moçambique e tem feito declarações de manutenção e até mesmo de aumento. Portanto, Moçambique vai continuar a beneficiar de assistência do Reino Unido para o desenvolvimento”, explicou o diplomata moçambicano.

No âmbito das medidas de austeridade tomadas pelo governo britânico foram efectuados cortes “drásticos” na despesa pública e como consequência, um total de 16 países que beneficiavam do apoio britânico ao desenvolvimento foram retirados da lista.

A lista era composta por 43 países receptores da ajuda pública ao desenvolvimento. O Reino Unido é um dos 19 Parceiros do Apoio Programático do Governo e que dá uma contribuição directa ao Orçamento do Estado moçambicano.

Em 2006, os governos dos dois países assinaram um acordo de apoio ao Orçamento do Estado por um período de cinco anos.

De acordo com informações oficiais, o Reino Unido já desembolsou 48 milhões de Libras referentes aos compromissos assumidos para o presente ano.

A manutenção do apoio do Reino Unido ao desenvolvimento, com alocação de recursos directamente ao Orçamento do Estado ocorre numa altura em que, devido a crise financeira e outros factores, vários países estão a repensar as formas de continuar a apoiar os países em desenvolvimento e com défice orçamental, como Moçambique.

O apoio directo ao Orçamento de Estado é um novo instrumento de cooperação entre os países, em que o beneficiário define as prioridades de utilização dos recursos.

A ideia desta forma de cooperação é que os beneficiários aparecem como proprietários dos recursos disponibilizados.

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