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Moçambique teve de usar medicamentos fora do prazo – ministro

O Ministro moçambicano da Saúde, Alexandre Manguele, admitiu que os hospitais do país tiveram de recorrer a medicamentos fora do prazo este ano devido a falta de fármacos no Sistema Nacional da Saúde (SNS).

 

 

Falando a jornalistas durante a sua visita ao Hospital Geral José Macamo (HGJM), arredores da cidade de Maputo, Manguele disse que Moçambique não está numa situação confortável em termos de disponibilidade de medicamentos.

“Este ano, tivemos que usar medicamentos fora do prazo. Mas primeiro, fizemos análises fora do país para podermos ver a possibilidade de estender a validade dos medicamentos”, disse o Ministro, acrescentando que “quando temos que recorrer a estas situações significa que não estamos confortáveis em termos de medicamentos”.

Dos fármacos que estiveram em falta no país, constam os destinados para o tratamento de tuberculose, antiretrovirais e antimaláricos.

No seu contacto com a imprensa, o Ministro não falou dos danos resultantes do uso de medicamentos fora do prazo. Segundo Manguele, neste momento, o Ministério da Saúde (MISAU) está a trabalhar no sentido de adquirir as drogas em falta.

Para o efeito, a Central de Medicamentos conta com um total de 500 milhões de meticais (cerca de 15,4 milhões de dólares americanos) para a importação dos fármacos em falta.

“Estamos a fazer um esforço enorme para que a situação esteja normalizada até ao primeiro trimestre de 2011”, disse o governante.

Enquanto isso, o MISAU está também a redistribuir os medicamentos existentes pelos diversos pontos do país. Parte destas drogas está já quase a esgotar o prazo.

Falando particularmente da sua visita ao Hospital José Macamo, Manguele disse ter ficado satisfeito com o desempenho do pessoal trabalhador daquela unidade sanitária, que se traduz na boa motivação, competência e entrega destes profissionais ao trabalho.

“Há vários constrangimentos, com destaque para a falta de medicamentos, mas nós estamos a fazer o esforço para colocar aquilo que os profissionais precisam para realizarem bem o seu trabalho”, sublinhou o governante.

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