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Moçambique poderá introduzir código de barras nos produtos

Moçambique poderá introduzir, no próximo ano, o código de barras nas embalagens dos seus produtos, de forma a facilitar uma melhor gestão de “stocks”, confiança no valor de validade dos produtos manufacturados, ao nível do país.

Odete Tsamba, directora nacional do Instituto de Promoção de Pequenas e Médias Empresas (IPEME), disse que, actualmente, empresários nacionais recorrem a Portugal e África do Sul para estamparem, nas embalagens, o tal código.

Tsamba anotou que há um total de 50 empresários moçambicanos que se deslocam a Portugal para adquirir este dispositivo complementar à cadeia de valor dos produtos colocados à venda, tanto no mercado nacional como internacional.

Para o efeito, o Ministério da Industria e Comercio está a desenvolver actividades de sensibilização à classe empresarial, no sentido de assinarem os termos de referência relativos à sua aderência ao sistema, condição fundamental para a admissão do país para a aplicação do código em referência.

A fonte sublinhou que cerca de 60 cartas, que confirmaram o interesse do empresariado moçambicano quanto à introdução do código de barras, elemento este que dá valor acrescentado aos produtos, foram já submetidas ao IPEME.

Estas cartas deram entrada semana passada, altura em que efectuou-se a sua primeira recolha, na qual perspectiva-se que mais cartas sejam submetidas nos próximos dias.

No mínimo são necessárias 250 cartas que devem fazer parte do pacote a ser levado a Bruxelas, capital da Bélgica, visando a introdução, em Moçambique, do código de barras nas embalagens dos seus produtos, assinalou Odete Tsamba.

Entretanto, espera-se que até Maio de 2012, haja resposta quanto ao uso do código de barras em Moçambique. A fonte descreve como bastante avançado o estágio actual de preparação da aplicação deste código no país.

“Felizmente, já começamos a receber as cartas, um sinal de que há grande interesse. Estas empresas que têm código de barras adquiridos em Portugal ou na África do Sul também estão disponíveis a voltar para o nosso sistema”, frisou.

Os preparativos tendo em vista a aplicação deste instrumento, no país, iniciaram há dois anos, com a realização da feira de embalagens, evento no qual ficou recomendado que Moçambique tivesse este instrumento de modo que seja adquirido, localmente, pelos empresários ligados ao sector industrial.

“Porqué que neste momento cerca de 50 empresas moçambicanas estão a fazer isso em Portugal ou na África do Sul? Porquê é que as outras não fazem fora do país? Porque é muito caro e é muito complexo eles solicitarem o código de barras fora, isso traz limitações no nosso produto, que aparece no mercado sem aquele valor real que ele tem”, aclarou.

Segundo a entrevistada, a introdução do código de barras em Moçambique implica, igualmente, a elaboração do estatuto da organização que vai gerir o sistema de código de barras (GS1 Moçambique), a qual será composta pelo sector privado e a produção do plano de negócios do sistema de gestão de código de barras.

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