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Moçambique explora 40% do potencial agrícola

Cerca de 40% do potencial agrícola é quanto o país está a conseguir realizar, de acordo com o coordenador do Programa Nacional de Desenvolvimento Agrícola (PROAGRI), Fernando Songane, explicando que Moçambique explora apenas 120 mil dos cerca de 300 mil hectares disponíveis para a prática da agricultura.

Songane que falava ontem à margem do encontro sobre o Relatório Anuário do Desempenho do Ministério da Agricultura, disse que para reverter a situação, no próximo ano de 2010 serão elevados para mais seis mil hectares, área correspondente a coberta pelo sistema de regadio, num esforço que tem em vista reduzir a dependência em relação á agricultura de sequeiro.

“Estamos a trabalhar no sentido de, nos próximos tempos, criarmos capacidade para termos duas épocas de uma produção segura, e nalguns casos, termos culturais que possam chegar a fazer três épocas”, disse Songane, acrescentando que 90% das áreas disponíveis para agricultura são exploradas pelas companhias açucareiras.

A fonte disse que o PROAGRI está mais organizado do que no passado onde os parceiros de cooperação actuavam em direcções diferentes, situação agora ultrapassada, uma vez que todos os intervenientes estão sintonizados e actuam na mesma direcção.

“Neste momento operamos em conjunto com todos os parceiros, contrariamente ao passado em cada um actuava à sua maneira, mas agora há articulação entre intervenientes”, realçou o coordenador do Programa Nacional de Desenvolvimento Agrícola.

Por outro lado, Fernando Songane reconheceu a importância dos parceiros de cooperação devido ao contributo que dão no desenvolvimento dos distritos tidos como pólos de desenvolvimento. “Deve-se criar esta capacidade de coordenação para melhor aproveitamento dos sete milhões de meticais destinados ao desenvolvimento das iniciativas locais em cada distrito”, salientou para em seguida indicar que o PROAGRI, organizações não governamentais, sector privado e todos os intervenientes na área agrícola devem unir esforços para produzir, colher, conservar e processar alimentos nesta cadeia articulada de forças”.

Finalmente, Songane alertou que não basta somente ter-se um maior número de regadios usados, mas também é preciso que haja sementes melhoradas, tecnologias para garantirem uma boa produção que compense o investimento aplicado.

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