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Moçambique em vias de produzir algodão clínico

Uma nova fábrica de produção do algodão clínico deverá nascer na localidade de Súbuè, posto administrativo de Nhamapaza, distrito de Marínguè, em Sofala, num investimento da China estimado em cerca de três milhões de dólares e com capacidade de empregar cerca de 300 assalariados, maioritariamente moçambicanos recrutados naquela localidade.

Esta será a primeira fábrica do género a nascer desde a independência de Moçambique, em 25 de Junho de 1975, para produção e comercialização do algodão clínico pelas unidades sanitárias do país e, desta forma, deixarem de importá-lo.

A projectada fábrica será feita pela companhia China Africa Cotton (CAC) e terá capacidade de processar 30 mil toneladas de algodão-caroço/ ano e ainda produzir três mil litros de óleo alimentar por ano, segundo Hu Xiuxiang, daquele empreendimento, solicitando ao Governo moçambicano a instalação da energia eléctrica para garantir um bom funcionamento da indústria.

Refira-se, entretanto, que algodão é um dos principais produtos de exportação de Moçambique, tendo produzido na campanha 2011/2012 cerca de 184 mil toneladas de algodão-caroço e 70 mil de fibra, rendendo em fibra uma receita no valor de 110 milhões de dólares norte-americanos e 15 milhões de dólares pela comercialização da semente.

Esta safra agrícola está a ser considerada “recorde” por Norberto Mahalambe, director do Instituto do Algodão de Moçambique, esperando-se na campanha 2012/2013 colher 100 mil toneladas de algodão-caroço e cerca de 38 mil de fibra, com um potencial de gerar uma receita global de 70 milhões de dólares norte-americanos.

Projecções até 2022

Para se garantir uma maior eficiência e evitar-se atrasos no processo de comercialização do algodão, Mahalambe revelou que as empresas fomentadoras deste produto estão a investir cerca de 10 a 11 milhões de dólares norte- americanos em medidas específicas, uma das quais de aumento da capacidade de descaroçamento e prensagem e um outro investimento também em curso em duas fábricas de descaroçamento onde a maquinaria está a ser substituída.

Actualmente, estão envolvidos no cultivo do algodão mais de 256 mil produtores e na campanha transacta o rendimento agrícola foi de 975 quilogramas de algodão por hectare, esperando-se para a presente que o mesmo rendimento venha a baixar para 700 quilos por hectare por razões que se prendem com a necessidade de haver controlo do investimento ora em curso.

As projecções são de Moçambique atingir cerca de 1200 quilogramas por hectare e um volume de produção de 200 mil toneladas de algodão-caroço, em 2022. Em Moçambique existem 10 empresas que trabalham no fomento do algodão, cujo principal mercado é o asiático.

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