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Moçambique e Tanzânia discutem segurança fronteiriça

Depois da Tanzânia há um mês, as delegações das províncias do Niassa, Ruvuma e Mtwara, sentaram à mesa há dias em Lichinga para debater a imigração ilegal, com enfoque para os somalianos e etíopes. As delegações eram constituídas por chefes da Polícia, Serviços da Alfandega e Migração.

Segundo a oficial de Migração da província tanzaniana do Ruvuma, Koku Lwebandiza, o encontro de Lichinga foi o complemento de um trabalho que os dois países realizam para controlar a imigração.

Sem entrar em detalhes, Lwebandiza anunciou que existem acções em curso para estancar este mal que cria instabilidade nos dois países, notícia que foi reforçada pelo oficial de Migração da província de Mtwara, Nestory Mpota, para quem do lado tanzaniano a imigração ilegal figura no centro das atenções do Governo.

A imigração ilegal na Tanzânia, começou a ganhar terreno desde 2005 e atingiu o pico em 2007 até aos nossos dias. “Sabemos que os imigrantes vem por terra, mas pelo mar através de barcos da Somália para Quénia e desembarcam nos nossos países. Temos feito muitas detenções e até aqui já repatriamos mais de 1600 somalianos e etíopes,” disse Mpota.

Sobre o movimento de cidadãos de Moçambique e Tanzânia, aquele responsável assegurou que está tudo sob controlo e trata-se de uma movimentação salutar, caracterizada pelas facilidades fronteiriças, que datam desde os tempos da luta armada de libertação de Moçambique. No entanto, Mpota advertiu importante que os cidadãos usem mecanismos legais.

Para o chefe das Relações Públicas do Comando Provincial da Polícia no Niassa, Alfredo Fumo, o encontro foi oportuno, mas além dos imigrantes etíopes e somalianos, devia se discutir seriamente sobre a questão de cidadãos tanzanianos que violam a fronteira para roubar madeira e minerais em Moçambique.

A província do Niassa faz fronteira na Tanzânia com a província do Ruvuma, através do Lago Niassa, linha terrestre e rio Ruvuma, ao passo que Mtwara faz fronteira com a vizinha Cabo Delgado

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