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Moçambique e Índia fortificam laços

O Governo moçambicano está a trabalhar, afincadamente para que o relacionamento entre empresários moçambicanos e indianos resulte em parcerias sobre projectos concretos a serem desenvolvidos no País, segundo defendeu ontem em Maputo, o ministro da Planificação e Desenvolvimento( MPD), Aiuba Cuereneia, falando à margem do encontro entre a missão empresarial daquele país asiático e as autoridades moçambicanas.

Segundo Aiuba Cuereneia, pre- tendeu-se com o evento incrementar, “a cooperação entre os dois países”, sobretudo na área de negócios. “A Índia já investe em Moçambique nos sectores industrial, agrícola, agro-processamento, entre outros”, disse Cuereneia, realçando o facto de, por sua vez, Moçambique continuar a exportar para aquele país produtos como a castanha de cajú, algodão e leguminosas.

CTA

Falando a propósito da missão empresarial indiana em Moçambique, Salimo Abdula, presidente do Confederação das Associações Económicas de Moçambique(CTA), disse constituir uma oportunidade para o Sector Privado Nacional, fazer contactos com novas empresas daquele país em franco crescimento económico”. “O sector privado moçambicano devia explorar parcerias no sector da mineração pois, a Índia tem adquirido bastante minérios por questões estratégicas e o nosso País tem essa matéria-prima ainda adormecida”, sublinhou Abdula, acrescentando que “as parcerias deviam ser feitas de tal forma que tragam valor acrescentado, exportando- se recursos transformados, para resolvermos igualmente a questão do desemprego no País”. Na opinião de Salimo Abdula, “a Índia possui larga experiência em termos de lapidação de pedras preciosas e semi-preciosas, e que deve ser aproveitada para dar valor acrescentado aos nossos recursos minerais”.

CPI

Por seu turno, o director do Centro de Promoção de Investimentos (CPI), Mahomed Rafique, considerou que “precisamos desesperadamente de aumentar o volume e fluxo de investimentos de vários países e estamos a insistir para que a Índia use Moçambique como parceiro estratégico”. De acordo com Mahomed Rafique, espera-se que 2010 e 2011 sejam anos de concretização de vários pacotes de investimentos indianos ainda em discussão no CPI, avaliados em pouco mais de um bilião de dólares norte-americanos. Refira-se que a Índia foi, no ano passado, o quarto maior investidor em Moçambique com um volume de negócios de pouco mais de 500 milhões de dólares norte-americanos.

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