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Moçambique deixa de importar arroz em 2011

E o arroz que nos deram?

As autoridades governamentais moçambicanas asseveram que o país vai deixar de recorrer as importações para cobrir o seu défice de arroz, actualmente estimado em cerca de 315.000 toneladas, a partir de 2011.


Nos próximos três anos, Moçambique vai suprir as suas necessidades de arroz, não obstante os factores climatéricos adversos, entre os quais o temporal que na semana passada destruiu uma parte significativa de um arrozal no distrito de Matutuíne, sul da província de Maputo, garante o ministro moçambicano da Agricultura, Soares Nhaca.
“Já partir da presente época agrícola, vamos reduzir substancialmente o défice de arroz, e, com o Plano de Acção para a Produção de Alimentos, que é a materialização da estratégia da Revolução Verde, nos próximos três anos vamos eliminar este défice no país”, disse Nhaca, falando recentemente em Maputo.

 

“O nosso objectivo é deixarmos de importar arroz, porque o país tem condições parra incrementar a produção, não só para o consumo interno, bem como para exportação para os países vizinhos, em relação aos quais Moçambique tem vantagens comparativas nesta cultura”, explicou o governante moçambicano, realçando que se conseguirmos introduzir duas safras por ano, “vamos eliminar o défice em muito pouco tempo”.

Actualmente, estão em curso acções concretas no âmbito da investigação, extensão, produção de semente melhorada e reabilitação de sistemas de regadio, um pouco por todo o país, para a produção de arroz e de outras culturas alimentares.

Segundo Nhaca, a sua instituição adoptou uma série de pacotes de assistência aos produtores, entre os quais se destacam o fornecimento de juntas de bois para ajudar os pequenos agricultores a aumentar as áreas produtivas e de produção de semente certificada.

O pacote de apoio aos produtores inclui ainda a transmissão de conhecimentos para o aumento da produtividade, actualmente calculada em cerca de 1,4 toneladas/hectare, contra a média de 3,5 toneladas por hectare alcançado por outros países da África Austral.

Moçambique, que actualmente regista um excedente de cerca de 75.000 toneladas de milho, consome cerca de 600.000 toneladas de arroz por ano.

Contudo, a produção anual deste cereal está calculada em cerca de 300.000 toneladas, que corresponde a mais de metade das suas necessidades.

Na época agrícola 2007-2008, Moçambique produziu 1.677.876 toneladas de milho, que representa uma variação de cerca de 7,87 por cento comparativamente à campanha anterior, quando foram produzidas 1.566.000 toneladas.

Na campanha 2008-2009 está projectada uma produção de 1.854.962 toneladas de milho, uma variação de 10.50 por cento comparativamente à época passada. O aumento da produção de milho deve-se à introdução de novas tecnologias agrícolas que, fundamentalmente, se traduzem na ampliação da rede de extensionistas, maior disponibilidade de insumos melhorados, assistência aos produtores na preparação da terra, bem como na melhoria da ligação entre a produção e o mercado.

De 2005 a 2008, a produção de cereais registou um incremento de 1.9 milhões de toneladas para 2.3 milhões de toneladas, mas Soares Nhaca diz que “ainda não estamos satisfeitos com este crescimento, porque temos um défice alimentar global de cerca de 20 por cento”.
Para eliminar este défice é necessário uma intervenção ao longo de toda a cadeia de produção, que inclui a disponibilidade de sementes melhoradas.

Para o efeito, esta em curso uma intervenção ao nível da investigação agrária, sobretudo no que diz respeito ao melhoramento de novas variedades de alto rendimento.

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