Os casos de desmamentação precoce estão a provocar elevadas taxas de mortalidade em crianças menores de cinco anos de idade em Moçambique numa percentagem estimada em cerca de 24,6%.
A taxa é tida como a mais elevada a nível da África Subsahariana, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), que peca, no entanto, por não indicar a taxa média global da região. A fonte enfatiza que os frequentes episódios diarreicos combinados com elevados índices de desnutrição aguda e crónica têm vindo a contribuir largamente para a subida de casos de mortalidade em crianças menores de cinco anos de vida, sublinhando que “um dos possíveis determinantes deste padrão é a interrupção da amamentação num contexto de salubridade pouco segura, o que aumenta a exposição das crianças aos agentes infecciosos e parasitários”.
Por áreas de residência, o INE indica que a taxa de mortalidade na infância nas áreas urbanas é de 166 óbitos por mil nascimentos, fixando-se em 270 óbitos por mil nascimentos no campo, enquanto que no caso da mortalidade pós-infantil, na área rural moçambicana, a percentagem é de 80,7%, contra 58,3%, nas cidades.