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Moçambique assumiu presidência da SADC

Moçambique assumiu presidência da SADC

O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, afirmou que a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) está a registar progressos significativos na implementação da sua agenda de paz, estabilidade e progresso. Guebuza falava esta sexta-feira(17), em Maputo, durante a cerimónia de abertura da 32ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da SADC e que marcou o início da Presidência moçambicana da comunidade.

“Apraz-nos notar que a SADC tem estado a registar progressos significativos na implementação da sua agenda de paz, estabilidade e progresso. A nossa região não está, porém, livre de todos os desafios que a criação da SADC visava superar e outros que foram surgindo ao longo da nossa caminhada”, disse.

Para Guebuza “a pobreza cria um ciclo vicioso no qual, por um lado, por se ser pobre não se consegue aproveitar todas as potencialidades com que a natureza nos brindou e, por outro, porque não temos essas capacidades, continuamos pobres”.

No quadro dos progressos registados pela SADC, o estadista moçambicano cita como exemplos a consolidação dos seus órgãos e instituições, implementação das políticas, estratégias e programas regionais, aumento do número de funcionários e de sectores que nos países membros lindam com matérias de integração regional.

Paralelamente, regista-se um maior envolvimento da sociedade civil e do sector empresarial no processo de integração, bem como uma crescente projecção da SADC nas questões de paz, segurança e desenvolvimento internacional.

Guebuza aproveitou a ocasião para felicitar a sul-africana Nkosazana Dlamini-Zuma para assumir a presidência Comissão da União Africana. O estadista moçambicano também destacou as recentes eleições realizadas na Zâmbia e no Lesotho, que conduziram ao poder Michael Sata e Tom Thabane, ocupando os cargos de presidente da República e Primeiro-Ministro respectivamente.

Esta foi a primeira vez que estes dois dirigentes, juntamente com Joyce Banda, presidente do Malawi, se reúnem numa Cimeira da SADC.

O secretário executivo da SADC, Tomaz Salomão disse, por seu turno, que regista-se na região um maior reforço de práticas democráticas e respeito pela ordem Constitucional.

“Esta Cimeira tem lugar num momento particular do desenvolvimento político da nossa região. Testemunhamos o reforço de práticas democráticas e respeito pela ordem constitucional estabelecida nos nossos países. As recentes eleições na República da Zâmbia, República Democrática do Congo, Reino do Lesotho e Ilhas Seicheles, confirmam este nosso pronunciamento”, disse.

Sobre a eleição de Nkosazana Dlamini-Zuma, Salomão considera a mesma de histórica pelo facto de ter sido eleito um cidadão da SADC e do sexo feminino.

“Esta vitória significa que a SADC está comprometida com os objectivos continentais. Juntamos as nossas mãos com outras regiões do nosso continente continuando a obra de construir uma África forte com valores e próspera ”, defendeu.

O encontro tem como “pano de fundo” investimento em infra-estruturas, face a sua importância na integração regional. Por isso, o secretariado da SADC deverá submeter à Cimeira o Plano Director de Infra-estruturas. Para Tomás Salomão, o sucesso na implementação desta estratégia dependerá da capacidade regional de mobilização de recursos para o seu financiamento.

“A cimeira vai examinar a estratégia regional de mobilização de recursos, relatório da ‘task force’ de ministros sobre a integração e noutros itens, bem como a iniciativa tripartida entre SADC, COMESA e East African Comunity (Comunidade da Africa Oriental) ”, disse.

Nkosazana Dlamini-Zuma, a nova presidente da Comissão da União Africana, que participa pela primeira vez numa cimeira da SADC nessa qualidade, intervindo na ocasião referiu que África não vai alcançar desenvolvimento económico sem o envolvimento da mulher.

“África apesar do seu enorme potencial para atingir um grande desenvolvimento económico isso não será possível sem o envolvimento da mulher”, disse. Nkosazana Dlamini-Zuma frisou que as mulheres constituem a maioria da população no continente. Por isso, impõe-se uma maior celeridade nas acções para as suas condições de vida e empoderamento.

A Cimeira de dois dias decorre sob o lema “Corredores de Desenvolvimento, veículos para a integração regional”. Integram a SADC Moçambique, Angola, Botswana, República Democrática do Congo, Lesotho, Madagáscar, Malawi, Maurícias, Namíbia, Seicheles, África do Sul, Swazilândia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe.

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