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Moçambique aproveita apenas 48 por cento do potencial de aquacultura

Moçambique aproveita menos de metade de todo o seu potencial de aquacultura, uma actividade que bem praticada poderia contribuir para a melhoria das condições de vida de um número considerável de pessoas hoje em situação de necessidade.

 

 

Com efeito, o país explora apenas 630 mil toneladas, o correspondente a 48 por cento, do seu potencial total de 1,3 milhões de toneladas de produção de pescado em aquacultura.

Falando, segunda-feira, em Maputo, na apresentação do Plano Director das Pescas 2009/2019, o director de Economia no Ministério das Pescas, Hermínio Tembe, apontou “o subaproveitamento ou, em alguns casos, o não aproveitamento” do potencial das pescarias e da aquacultura como sendo um dos problemas do sector das pescas no país.

Segundo ele, essa situação não tem contribuído “em toda a medida possível no combate a pobreza”, havendo, por isso, comunidades de pescadores assoladas por elevados níveis de pobreza.

O fraco desenvolvimento da aquacultura comercial, a falta de alevinos (peixes pequenos para a criação), falta de rações para os peixes, baixos rendimentos da piscicultura, dificuldades no acesso ao crédito e inadequada capacidade institucional são apontados como sendo os principais problemas das estratégias de aquacultura no país.

Na sua apresentação sobre os aspectos da estratégia de Aquacultura no contexto do Plano Director das Pescas, a directora do Instituto Nacional de Aquacultura, Isabel Omar, destacou a necessidade de se investir na aquacultura tanto de pequena escala como a de carácter industrial.

Segundo Omar, a prioridade dos investimentos deve recair sobre as províncias com maior potencial, nomeadamente aqueles sem problemas de recursos hídricos como Gaza (no Sul do país), Tete e Zambézia (no Centro) bem como Niassa e Nampula, no Norte.

Esses investimentos devem também incluir o repovoamento em massa de águas através da criação de centros e produção de alevinos bem como a promoção da interligação da aquacultura nos sistemas agro-pecuários, maximizando a produção e utilização de subprodutos destes sistemas.

Omar falou também do desafio de se promover o processamento de produtos de aquacultura de modo a os acrescentar valor bem como sobre a necessidade de se melhorar a cadeia de comercialização de produtos desta área.

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