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Moçambique aprova programa de “bem servir”

O Governo moçambicano aprovou terça-feira o “Programa Nacional de Bem Servir” (PNBS), uma iniciativa orçada em 6.5 milhões de meticais (cerca de 238,5 mil dólares americanos) destinada a melhorar a prestação de serviços através da promoção de boas formas de atendimento a clientes.

O PNBS, aprovado durante a XX sessão do Conselho de Ministros, deverá mobilizar e envolver todas as entidades públicas e privadas de prestação de serviços com o objectivo único de bem servir aos seus clientes, contribuindo com isso para o crescimento e empoderamento dos sectores produtivos e de prestação de serviços nacionais.

Falando à imprensa, o porta-voz desta sessão do Conselho de Ministros, Luís Covane, disse que este programa, a ser organizado sob o lema “Moçambique: o orgulho de bem servir”, irá envolver todos as entidades relevantes da sociedade, mas será coordenado e dirigido pelos ministérios do Turismo (MITUR) e da Indústria e Comércio (MIC). “Estão criadas as condições para o programa iniciar”, disse Covane, garantindo que esta iniciativa visa resolver os problemas levantados nas queixas e reclamações sobre a qualidade dos serviços prestados pelos hotéis, restaurantes, entre outros.

Segundo a fonte, esta poderá ser uma iniciativa permanente e os seus ideais deverão ser incluídos nos currículos de ensino do Ministério da Educação e Cultura (MEC). Contudo, a breve prazo, o programa pretende melhorar o nível de prestação de serviços aos clientes que poderão visitar o país durante o mundial do próximo ano na vizinha Africa do Sul, e os Jogos Pan- Africanos e o mundial de hóquei, ambos a serem realizados em 2011 em Moçambique.

Dentre várias acções, o orçamento do programa será usado para a produção de material promocional, anúncios publicitários, cursos e palestras visando consciencializar a sociedade sobre os benefícios de “bem servir”. Ainda nesta sessão de terça-feira, o Conselho de Ministros apreciou o ponto de situação das tecnologias de informação e comunicação e aprovou os decretos de alteração pontual do Código das Custas Judiciais, que aprova o Regulamento de Servidão Militar e o que cria os serviços sociais do Serviço de Informações e Segurança do Estado (SERSSE).

O Regulamento de Servidão Militar define os mecanismos de protecção e preservação das áreas confinantes com organizações e instituições militares, enquanto que o SERSSE destina-se a melhorar o nível de desempenho dos funcionários do Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE), tanto os que estão no activo como os na reserva.

O SERSSE funcionará com base no sistema de quotas pagas pelos seus membros e destina-se a responder suas preocupações de natureza económica, social, cultural, entre outras. “A adesão a estes serviços é voluntária e aquele que não pagar quotas pode não beneficiar das suas facilidades”, disse Covane, indicando que, dentre vários benefícios, os membros desses serviços poderão ter um sistema de empréstimos para a construção de habitações ou para a aquisição de bens de consumo em supermercados a preços bonificados.

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