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Moçambique à margem da recessão mundial

O Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que em 2014 Moçambique continuará à margem da recessão económica mundial originada pelas crises internacional e da Zona do Euro, por as suas interligações com os países vizinhos serem de natureza logística. Para aquela instituição financeira internacional, os fluxos comerciais na região ocorrem, sobretudo, com a África do Sul e as exportações de electricidade e importações de bens alimentares e manufacturados continuarem estáveis e sem evidenciar “repercussões significativas”.

O FMI avança explicando que, apesar dos bancos portugueses dominarem o sector bancário nacional, os mesmos são financiados localmente e as suas operações estão amplamente segregadas dos acontecimentos em Portugal.

...mas exposto a outros riscos

Contudo e de acordo igualmente com o FMI, Moçambique continua exposto a riscos internos como catástrofes climáticas, choques dos preços de matérias-primas para as principais mercadorias exportadas ou importadas e o declínio dos donativos.

Estes riscos internos advêm de possíveis atrasos na modernização das infra-es-truturas de transporte, especialmente os caminhos-de-ferro e os portos marítimos, restrições na oferta de electricidade e derrapagens na implementação de políticas no contexto das eleições municipais de Novembro de 2013 e presidenciais de Outubro de 2014.

Para a sua mitigação, o FMI aponta em comunicado, segundo o Correio da manhã, o aumento do apoio financeiro dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) e perspectivas animadoras para a produção e exportação de carvão, assim como fluxo contínuo e elevado do Investimento Directo Estrangeiro (IDE) para vários megaprojectos.

É neste cenário que o FMI perspectiva para 2014 um crescimento de médio prazo bastante favorável de 8,5% com um estímulo forte no médio prazo proporcionado pela recuperação da agricultura.

Investimentos em infra-estruturas e início da construção da planta de gás natural liquefeito (GNL), igualmente em 2014 e inflação controlada pressupondo a ausência de choques elevados nos preços dos produtos alimentares ou dos combustíveis são outras projecções que garantem forte crescimento económico no próximo ano.

Défice

No que respeita ao défi- ce da conta corrente a se registar em 2014, o FMI aponta que o mesmo será de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) durante os 4 a 5 anos da fase inicial de construção da planta de GNL e que as melhorias na capacidade do transporte ferroviário potenciam as exportações ao longo do tempo pelo que, mal as exportações de GNL comecem por volta de 2020, as exportações totais deverão crescer de forma acentuada e o défice da conta corrente deverá cair.

Correio da Manhã

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