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Missão denuncia “violações graves” dos direitos humanos nas Honduras

Uma Missão internacional integrada por representantes de diferentes organismos denunciou nesta quinta-feira o registro, em Honduras, de “violações graves e sistemáticas” dos direitos humanos depois do golpe de Estado de 28 de junho.

Entre os abusos, foram mencionadas execuções extrajudiciais durante o toque de recolher noturno, pressões sobre a imprensa não ligada ao governo de fato de Roberto Micheletti e “a suspensão dos direitos fundamentais dos hondurenhos”. Da missão de 15 membros participam delegados da Federação Internacional de Direitos Humanos, do Centro pela Justiça e o Direito Internacional, além do Serviço Paz e Justiça, entre outras entidades. “A missão (…) identificou a existência de graves violações aos direitos humanos ocorridas no país após o golpe de Estado”, disse Enrique Santiago, da Federação de Associações de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos da Espanha.

O Comissário dos Direitos Humanos de Honduras, Ramón Angel Custodio, que apoia com entusiasmo o governo Micheletti negou as informações sobre violação aos direitos humanos que teriam sido cometidas no país, assim como o próprio Micheletti. A missão divulgou um informe de 14 páginas que menciona quatro assassinatos por motivações aparentemente políticas e um de natureza homofóbica.

Estas mortes somam-se à de Isis Murillo, o jovem abatido por soldados no dia 5 de julho em manifestação perto do aeroporto de Toncontín. Entre as vítimas, o relatório menciona Vicky Hernández Castillo (Sonny Emelson Hernández Castillo, “membro da comunidade GLS” (Gays, lésbicas e simpatizantes), “morto com um tiro no olho e com marcas de estrangulamento, durante o toque de recolher, em San Pedro Sula”. Também menciona a morte de “uma pessoa não identificada vestida com uma camiseta da denominada ‘cuarta urna’ (a consulta nacional promovida pelo presidente deposto Manuel Zelaya)” em Tegucigalpa no dia 3 de julho.

As outras vítimas são o jornalista Gabriel Fino Noriega, o político esquerdista Ramón García e o sindicalista Roger Iván Bados. “Constatamos graves restrições à liberdade de expressão depois do golpe de Estado”, diz o documento. “Recebemos denúncias e constatamos o ataque a diversos meios de comunicação e ameaças de morte a jornalistas, o bloqueio de suas transmissões ou a interceptação telefônica e bloqueio de seu acesso à Internet”, acrescenta.

A missão também está integrada pela Iniciativa de Copenhague para a América Central e México, o Instituto de Direitos Humanos da Universidade Centro-Americana de El Salvador e o Instituto de Estudos Políticos sobre a América Latina, África da Espanha, entre outras entidades.

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