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Ministros das Finanças e das Minas renunciam depois do impasse no Peru

Os ministros das Finanças e das Minas do Peru apresentaram cartas de renúncia ao presidente do país, Ollanta Humala, depois de um desentendimento no gabinete sobre o salário mínimo que já provocou a saída do primeiro-ministro do poder, disseram as fontes, esta segunda-feira (24).

O ministro das Finanças, Luis Miguel Castilla, um ex-economista do Banco Mundial que tem sido amplamente elogiado pelos investidores, está a renunciar depois de dois anos e meio no governo de Humala, disseram três fontes do governo.

O ministro de Minas e Energia, Jorge Merino, também pediu para deixar a sua posição como um dos principais gestores de uma vasta riqueza mineral do país, disseram uma fonte do governo e outra do sector de energia. As fontes falaram sob condição de anonimato devido à sensibilidade do assunto.

As fontes que afirmaram que Castilla e Merino estavam a sair não especificaram por que os ministros quiseram se afastar. Os ministros não estavam imediatamente disponíveis para comentar o assunto. A saída deles ocorre depois da renúncia do primeiro-ministro Cesar Villanueva.

Humala não confirmou se aceitou a renúncia de Castilla e Merino, que se mantiveram no poder apesar de várias remodelações do gabinete. Ambos ajudaram a tranquilizar os investidores de que Humala, um ex-oficial militar de esquerda, iria continuar a contar com políticas ortodoxas para gerir a economia do país em rápido crescimento.

Na manhã desta segunda-feira, Villanueva disse na TV peruana que Humala aceitou sua renúncia. O anúncio veio depois de ele ter dito a um jornal local na semana passada que estava a trabalhar num esforço para aumentar o salário mínimo junto ao Ministério das Finanças.

Castilla e a primeira-dama Nadine Heredia, uma conselheira próxima de Humala, negaram veementemente que o governo estava a trabalhar no aumento do salário mínimo. A negação de Castilla na TV na noite de domingo foi amplamente interpretada como uma forma de constranger Villanueva e tirá-lo do poder depois de apenas quatro meses no cargo.

Humala ainda não comentou sobre a disputa interna. No entanto, a posse de novos ministros foi agendada para o fim desta segunda-feira. Humala aumentou o salário mínimo duas vezes, para 750 soles (267 dólares por mês), depois de ter sido eleito com promessas de garantir que mais peruanos se beneficiem das exportações minerais do país.

Villanueva é o quarto chefe de gabinete a demitir-se do governo de Humala, que começou a segunda metade do seu mandato de cinco anos em Janeiro, com um índice de aprovação de 26 por cento – um dos menores desde que foi eleito em 2011.

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