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Ministro da Defesa exige esclarecimento

O Ministro moçambicano da Defesa, Filipe Nyusi, exigiu quarta-feira, em Maputo, as autoridades malawianas esclarecimento e consequente responsabilização dos autores do incidente de Ngaúma, na província nortenha de Niassa.

Para Nyusi, o mais importante é o Malawi esclarecer em definitivo o assunto e, consequentemente, responsabilizar todos os envolvidos no ataque ao posto de guarda-fronteira de Caloca, em Ngaúma, segundo escreveu na quarta-feira o “Noticias”. De acordo com Nyusi, a tomada de medidas vai tranquilizar a população, bem como concorrerá para uma convivência harmoniosa entre os povos dos dois países.

Entretanto, as autoridades malawianas, através do seu Ministro da Defesa, Sidik Mia, entendem não ser oportuno, de momento, dar qualquer esclarecimento antes de a comissão conjunta de inquerito dos dois países, a ser constituída, concluir o trabalho que vai realizar no local dos factos. Estes dois posicionamentos das autoridades dos dois países foram defendidos no decurso da IV Sessão da Comissão Conjunta Permanente de Defesa e Segurança quarta-feira realizada na capital moçambicana.

A incursão de alegados agentes da Polícia malawiana em território moçambicano saldou-se na destruição do posto de guarda-fronteira de Caloca, e de bens pessoais e de serviço dos agentes da polícia moçambicana. “Moçambique e Malawi estão diante de um desafio incontornável de incrementarem, a todos os níveis, o interesse pela paz e estabilidade nos dois territórios. É preciso revitalizar as boas práticas relativas a partilha de informações militares em tempo útil e resolução de conflitos, pré-requisitos básicos para a consolidação das históricas relações de irmandade, solidariedade e cooperação entre os dois países, em todos os domínios”, disse Filipe Nyusi.

Por seu turno, o Ministro da Defesa do Malawi, Sidik Mia, disse que na eventualidade de ter que se formular um pedido oficial de desculpas ou qualquer esclarecimento, isso só poderá acontecer depois de se concluir a investigação por uma equipa conjunta. “Não podemos avançar, por enquanto, com nenhum pedido de desculpas, porque os dois países têm posições completamente diferentes sobre o mesmo assunto. Queremos que a comissão conjunta de inquérito nos traga um relatório exaustivo do que realmente aconteceu, de modo a podermos ter bases sólidas para agir perante dados concretos.

Não gostaria de fazer um julgamento antecipado, pois ninguém, até aqui, tem uma versão cabal do que efectivamente aconteceu”, explicou Mia, falando a jornalistas no final da Sessão da Comissão Conjunta Permanente de Defesa e Segurança Moçambique/Malawi.

Ele acrescentou, contudo, que “é grande preocupação para nós, visto que somos parceiros e vizinhos, daí que tudo faremos para encontrar um consenso”. A decisão de se criar uma comissão de inquérito foi tomada pelos dois países como forma de identificar, com precisão, as circunstâncias em que o ataque se deu, devendo os seus mentores serem responsabilizados.

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