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Mil imigrantes em embarcações precárias chegam à Itália em dois dias

Mais de mil imigrantes chegaram à Sicília a bordo de embarcações precárias nos últimos dois dias, depois de enfrentar a perigosa viagem entre a África e a Europa em busca de trabalho, disseram autoridades italianas nesta terça-feira.

Muitos milhares de imigrantes tentam chegar às costas do sul da Itália a cada verão, quando as águas do mar Mediterrâneo são suficientemente calmas para a travessia de pequenas embarcações. Os imigrantes, principalmente da África, geralmente embarcam na Líbia ou na Tunísia, em um êxodo estimulado pela turbulência política no norte da África e a guerra civil da Síria.

Cerca de 325 imigrantes, entre eles 64 mulheres e quatro crianças, foram avistados nesta terça-feira de manhã em um barco de pesca ao longo da costa de Porto Empedocle, na costa sul da Sicília. Eles foram transferidos para barcos da guarda costeira e levados à costa, segundo a polícia. Outros 230 foram levados para a terra depois de terem sido interceptados no litoral da ilha de Lampedusa, ponto mais ao sul da Itália, enquanto um grupo de cerca de 110 chegou às margens de Siracusa, na Sicília. As chegadas desta terça-feira se somam a cerca de 400 imigrantes que desembarcaram na tarde de segunda-feira.

O fluxo de barcos de migrantes tem sido intenso neste verão, mas praticamente em linha com os últimos dois anos. Quase 9 mil imigrantes chegaram à Itália a bordo de barcos entre 1 de julho e 10 de agosto, afirmou o Ministério do Interior na semana passada. Nos últimos 12 meses, mais de 24 mil chegaram ao país europeu, em comparação com mais de 17 mil no mesmo período do ano anterior, e quase 25 mil nos 12 meses anteriores, segundo o ministério.

Os imigrantes são atraídos pela perspectiva de encontrar trabalho na União Europeia e muitos não permanecem na Itália. Os imigrantes ilegais interceptados por autoridades italianas são levados a centros de imigração estatais. Alguns deixam esses locais, sem vigilância rigorosa, para procurar trabalho, e aqueles que ficam e não conseguem provar que são refugiados políticos podem ser enviados para casa. Alguns dos imigrantes que chegaram nesta terça-feira disseram que eram da Síria, onde uma guerra civil já dura mais de dois anos.

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