Para continuarmos  a fazer jornalismo independente dos políticos e da vontade dos anunciantes o @Verdade passou a ter um preço.

Migrantes africanos salvos de naufrágio no Mediterrâneo

Cerca de 600 pessoas, entre as quais numerosos africanos partidos da Líbia, vítimas dum naufrágio no Mar Mediterrâneo foram salvas, domingo, e nove outras morreram afogadas, indica um comunicado da Agência Europeia de Controlo nas Fronteiras Externas (FRONTEX), cujos navios e aeronaves patrulham ao largo das costas líbias para deter as embarcações que transportam migrantes para a Europa.

Ignora-se actualmente se estes migrantes serão transferidos para a Líbia, porque, segundo uma decisão da reunião dos Conselhos dos Estados-membros em finais da semana passada, todos os novos refugiados chegados à Grécia vindos da Turquia serão transferidos para este país.

Esta decisão foi tomada para conter a chegada dos fluxos massivos de migrantes sírios, iraquianos e afegãos, bem como sudaneses, somalís e eritreus na Europa.

Mais de um milhão de refugiados que fugiram das zonas de conflitos no Médio Oriente chegaram à Alemanha em 2015 e desde o início deste ano pelo menos 200 mil estão bloqueados na Grécia porque os países dos Balcãs por onde eles atravessam erigiram muros de arames farpados nas suas fronteiras para os impedir de passar para a Europa do Norte.

A decisão tomada entre a União Europeia e a Turquia de enviar para este país os migrantes chegados a partir de domingo foi abafada pela detenção, sexta-feira à noite em Bruxelas, de Salah Abdesalam, um dos 10 terroristas autor dos atentados de 13 de Novembro de 2015 em Paris, que causaram a morte de 130 pessoas.

A detenção de Abdesalam ocorreu enquanto se realizava a reunião dos chefes de Estado e de Governo da UE consgrada à crise migratória. Os migrantes chegados à Europa depois de embarcarem a partir das costas líbias não parecem ser abrangidos pela decisão dos chefes de Estado europeus.

A Alemanha classificou a Tunísia, Marrocos e a Argélia entre os países de origem seguros, cujos cidadãos deixam de beneficiar do estatuto de refugiado político.

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Related Posts

error: Content is protected !!