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Mianmar permite que imprensa volte a acompanhar julgamento de Suu Kyi

Suu Kyi aparece em público com diplomata americano

A junta militar de Mianmar permitirá, a partir de terça-feira, que os jornalistas voltem a acompanhar o julgamento da líder da oposição Aung San Suu Kyi, ao mesmo tempo em que rejeitou as críticas internacionais.

Uma fonte oficial, que pediu anonimato, confirmou nesta segunda-feira que 21 jornalistas – dez da imprensa local e 11 da imprensa internacional – receberão permissão para acompanhar as audiências de terça-feira do julgamento contra Suu Kyi na prisão de Insein, perto de Yangun. Ainda não se sabe se diplomatas internacionais terão acesso ao tribunal, como aconteceu na última quarta-feira, em uma inesperada decisão dos militares.

Suu Kyi, de 63 anos, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz em 1991, apareceu sorridente e com aspecto saudável na audiência de quarta-feira, agradecendo a presença dos diplomatas e dizendo ter esperança de se encontrar com eles novamente “em tempos melhores”. Nesta segunda-feira, o processo da líder política entra em sua segunda semana.

Segundo as autoridades de Yangun, Suu Kyi violou as regras da prisão domiciliar ao receber durante dois dias em sua casa o americano John Yettaw, com a cumplicidade das duas ajudantes que vivem com ela. A comunidade internacional tem criticado duramente o novo julgamento contra Suu Kyi. Neste contexto, a União Européia exigiu nesta segunda-feira a “libertação imediata” da opositora birmanesa.

Numa reunião com o ministro birmanês das Relações Exteriores, Nyan Win, a Comissão Européia e a Suécia, próximo presidente de turno da UE, pediram à junta “a libertação imediata de Aung San Suu Kyi” e a “retomada do diálogo político” em Mianmar, afirmou nesta segunda-feira em Hanói o ministro tcheco das Relações Exteriores, Jan Kohut, cujo país preside atualmente a UE.

Os militares birmaneses, por sua vez, expressaram nesta segunda-feira sua indignação com as críticas feitas por seus vizinhos do sudeste asiático sobre o julgamento de Suu Kyi, às quais se referiram como “uma ingerência em seus assuntos internos”.

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