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Membros e Simpatizantes da RENAMO fogem do distrito de Tambara

No distrito de Tambara, a norte da província de Manica, o nível de violência eleitoral está a ganhar proporções alarmantes, facto que leva alguns membros e simpatizantes da Renamo a abandonarem as suas residências a procura de outros locais mais seguro para residirem. 

De acordo com dados avançados pelo delegado político provincial da Renamo, em Manica,Albino Faife, o nivel de actos violentos para com membros desta formação política, que alega serem protagonizados, essencialmente, pela Frelimo, está a forçar alguns simpatjzantes da perdiz a saírem do distrito. Faife fala de dezenas de residências de membros da Renamo destruídas, material de propaganda vandalizado, sedes distritais, daquela formação política, destruídas, bandeiras queimadas, mastros cortados, machambas dos membros queimadas, membros agredidos fisicamente.

Portanto, esta situação leva a fuga dos membros da perdiz para regiões mais seguras do distrito e província de Tete. Temendo a crescente violência em Tambara, a Renamo viu-se obrigada a parar de fazer campanha neste distrito, segundo conta-se no terreno e, por sua vez, confirma o delegado político deste partido, Albino Faife. “Os nossos membros abandonaram o distrito de Tambara, temendo as constantes ameaças de morte protagonizadas por membros e simpatizantes do partido no poder”, disse o delegado político provincial da Renamo, em Manica, Albino Faife, em entrevista ao nosso jornal.

PRM detêm os que submetem queixas 

Entretanto, sem avançar o número de membros que se refugiaram para pequenas ilhas do rio Zambeze, e outros para a província nortenha de Tete, a fonte avança que outros que tentaram submeter queixas no comando distrital da PRM, em Tambara, foram detidos e agredidos fisicamente por agentes da lei e ordem que estão a favor do partido no poder naquela região da província de Manica. Dos membros ora violentados após terem submetido a queixa ao posto policial, consta o delegado político distrital e do seu respectivo porta-voz. Paralelamente a actos violentos naquela região do país, Albino Faife avança a destruição de 20 cartões do eleitor, pertencente aos membros do partido Renamo e MDM, que alguns deles foram obrigados pelo administrador local para entregar os respectivos cartões.

“O administrador e o respectivo secretário permanente do partido Frelimo obrigaram os nossos membros, afecto na administração local, a entregar os respectivos cartões de eleitor, por estes pertencerem as outras formações partidárias “, disse a fonte. O uso da violência tem sido a principal arma usada por membros do partido no poder para impedir que as outras formações políticas façam as suas actividades políticas livremente, conforme a elucida Albino Faife.

Em Bárué

Entretanto, no distrito de Bárue ainda a norte da província de Manica, no posto administrativo de Nhacangale, membros da Frelimo munidos de diversos instrumentos contundentes invadiram a sede da Renamo, destruíram a respectiva residência e espancaram consecutivamente quatros membros desta formação política, culminando por encarcerar os mesmos nas selas do posto policial. De acordo com a fonte, o caso já foi reportado ao comando distritallocal, onde os respectivos membros depois de passarem do posto médico, para receberem primeiros socorros, regressaram as selas do comando da PRM de Guro. A fonte avança porquê os seus respectivos compatriotas estão detido na cadeia distrital de Guro, “visto que nada de mal fizeram ao apresentar urna queixa a polícia local”, disse a Fonte, tendo acrescentado que na última quarta- feira, na mesma localidade de Nhancangale, houve uma manifestação política que resultou 7 feridos ligeiros e cinco graves, sendo membros do partido Rçnamo os mais violentados.

As manifestações surgem na sequência da cobertura policial a membros do partido no poder, em que só protegeram membros daquela formação política, permitindo a estes, membro da Frelimo, danificar o material de propaganda doutras formações políticas, o que inviabiliza qualquer partido opositor de fazer campanha na região. No entanto, desta manifestação política resultou um número, ainda, não avançado de pessoas feridas, casas destruídas e avultadas somas de dinheiro perdido, para além de algemados e detidos.

Em Sussundega

No distrito de Sussundenga, a sul da província de Manica, alguns membros do partido Renamo, na regi,ão de Chimucono, foram violentados fisicamente e arrancados as suas respectivas bandeiras ea sede do partido, por membros do partido Frelimo, alegando que a Renamo não podia efectuar a sua campanha naquela região da província de Manica. Tudo aconteceu, conforme avança a fonte, quando membros desta formação política estavam a efectuar a sua respectiva marcha. Desta acção, resultou em um detido pela polícia local, mas sendo membro do partido opositor cujo seu julgamento foi realizado nesta sexta-feira, e a sentença será pronunciada na próxima semana pelo respectivo  juiz presidente do tribunal distrital de Sussundenga. “São situações políticas que estão a acontecer a nível desta região.do país, temos que admitir, mas garanto que a Renamo não responde em nenhuma provocação perpetrada pela Frelimo ou outra formação política”, afirmou o delegado político da Renamo, em Manica, Albino Faife.

Em Manica

A campanha eleitoral que já se encontra nos seus derradeiros dias para o seu final, a Renamo o maior partido de oposição no país, acusa o director da Escola Primaria Completa de Chigodore no distrito de Manica, posto administrativo de Vanduse, província do mesmo nome, de estar a usar professores e alunos para atacar caravanas políticas daquela formação partidária Conforme revelou o delgado político provincial do partido Renamo, em Manica, Albino Faife, o director daquele estabelecimento escolar, cujo sua identidade não nos revelou, mas a que tudo indica se chama Agostinho Chambiro, tem usado os seu colegas professores e alunos respectivamente para inviabilizar a campanha eleitoral das formações políticas adversarias da Frelimo, partido este que esta ainda no poder. Entretanto, de acordo com a fonte, tudo aconteceu quando a caravana da Renamo escalou aquela região da província de Manica, para efectuar a sua jomada de caça ao voto, com vista ás eleições provinciais legislativa e presidenciais de 28 de Outubro corrente.

Albino Faife avança que desta acção violenta, protagonizada pelos membros do partido no poder, resultou em 3 feridos graves e 5 ligeiros, totalizado 8 membros da perdiz espancados sem que a polícia local tomasse nenhuma atitude conveniente para pôr fim a este tipo de actos na campanha eleitoral a nível daquela região do país. Neste caso, conforme avança a fonte, os membros violentados foram de imediatos encaminhados ao Centro de Saúde de Vanduze, que dista a 15 km do local onde aconteceu o acto. Com isso, o delegado político da Renamo, em Manica, Albino Faife, revela que depois de remeter o caso a policial local, houve arrogância por parte dos agentes da lei e ordem, onde que culminaram por prender alguns dos seus membros que tentava expor a situação ao chefe da polícia em Vanduze.

Embora sem ter que avançar o número total dos detidos pela polícia, a fonte afirma que os mesmos membros foram encarcerados numa cela daquele posto policial, alegando que não reunião fundamentos. “Nós submetemos a queixa ao posto policial local, mas ficamos surpresos pela atitude da polícia, estes que velam pela lei e ordem na região de Vanduze, detiveram e acusaram os nossos membros de estarem a inviabilizar campanha do partido no poder, tendo acrescentado que “parece que a polícia está a favor de um partido político”. Disse.

Frelimo sabota material de propaganda

No entanto, de todas estas acusações que pesam sobre a Frelimo, o partido no poder, liderado pelo respectivo candidato à presidência da República, Armando Guebuza, o actual presidente da República de Moçambique, aos quatro distritos os mais considerados como sendo violentos desde o início da campanha eleitoral a 13 de Setembro do corrente ano, o seu respectivo porta-voz e secretário para mobilização e propaganda do partido Frelimo, em Manica, Jorge Fazenda, afirma que tudo não passa duma mentira efectuada por todos partidos da oposição, tendo recorrido a seguinte frase “neste tempo, em que estamos, cada um puxa o peixe para a sua respectiva bandeja”. Mas numa outra ocasião este confirmou a destruição de material de propagada em algumas regiões da província, mas sustentado que os actores são crianças, no entanto, acrescentou a nossa fonte que este acto não aconselhável na lei eleitoral.

“Nos somos uma formação política de paz, e não respondemos provocações, porque somos todos irmãos e não inimigos”, concluiu o porta-voz e secretário para mobilização e propaganda do partido Frelimo, em Manica, Jorge Fazenda. PRM incapaz de resolver casos da campanha eleitoral Num outro desenvolvimento, a nossa equipe de reportagem contactada o respectivo comandante distrital da PRM em Tambara, distrito considerado como epicentro da violência eleitoral, devidos os níveis de actos de violência registado pelas autoridades distritais. lnacio Jone Guichiri, comandante distrital da polícia da República de Moçambique em Tambara, afirmou ter reportado muitos casos ligados a violência eleitoral, protagonizados pelos respectivos membros dos partidos que concorrem às próximas eleições de 28 de Outubro.

Neste caso, a fonte aventa a possibilidade ter um efectivo policial capaz de resolver problemas ligados com a política, visto que da última vez em que tentaram intervir, houve uma invasão total de membros da Frelimo ao posto policial de modo a retirarem um dos seus camaradas detidos por não comprimento da lei eleitoral.

Questionado sobre a manifestação política que houve na região, que obrigou membros da Renamo a se refugiarem nas outras regiões do país, para além de Tambara, este confirmou afirmando que “aconteceu aquilo quando um grupo de pessoas desconhecidas invadiram a sede da Renamo e residência dos seus respectivos membros com objectivos de acabar com a vida deles”, afirmou o comandante, tendo acrescentados que não tinham que intervir o acto porque quem estava em frente dos acontecimento era o respectivo administrador local e o primeiro secretário do partido Frelimo.

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